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Para Fed, metas para inflação e emprego demorarão para serem atingidas

Gabriel Caldeira, Matheus Andrade, Gabriel Bueno da Costa e Francine de Lorenzo

São Paulo

17/02/2021 17h38

Apesar de projetarem um impulso na atividade econômica dos Estados Unidos por meio da vacinação contra a covid-19 e de mais estímulos fiscais, os dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) pontuaram que os atuais níveis da atividade e do emprego estão bem abaixo do necessário para a entidade atingir seu objetivo de máximo emprego, segundo informa a ata da mais recente reunião de política monetária do órgão, divulgada nesta quarta-feira, 17.

Com isso, os dirigentes concordaram que o ritmo atual de compra de ativos deverá ser mantido ao menos no atual nível até que "progressos substanciais em direção às metas de emprego e inflação sejam alcançados", o que deve demorar "algum tempo" para ocorrer, consideraram.

Os dirigentes também notaram que a inflação em dezembro de 2020 estava bem abaixo do objetivo de longo prazo de 2% do Comitê de Política Monetária do Fed.

Alguns deles apontaram, porém, para a possibilidade de que os preços de produtos cuja produção sofreu com gargalos na cadeia de suprimentos aumentem, enquanto outros anteciparam que um possível retorno abrupto aos níveis normais de atividade poderia resultar em aumentos pontuais em certos preços.

Segundo a ata, muitos dirigentes ressaltaram a importância de diferenciar mudanças pontuais nos preços e mudanças na tendência da inflação, observando que as mudanças nos preços relativos poderiam aumentar temporariamente a inflação medida, "mas dificilmente teriam um efeito duradouro".

Em geral, os dirigentes concordaram que a inflação deve se mover à meta de 2% do Fed ao longo do tempo, com suporte de políticas fiscais e monetárias acomodatícias, consideradas "essenciais" para fomentar a retomada econômica nos EUA, de acordo com a ata.

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