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Clima econômico na América Latina fica em +70,5 pontos no 1º trimestre, diz FGV

No Brasil, o ICE avançou 5,1 pontos, passando de 67,2 pontos para 72,3 pontos - Shutterstock
No Brasil, o ICE avançou 5,1 pontos, passando de 67,2 pontos para 72,3 pontos Imagem: Shutterstock

Daniela Amorim

Rio

26/02/2021 08h50

O Indicador de Clima Econômico (ICE) da América Latina avançou de 60,7 pontos no quarto trimestre de 2020 para 70,5 pontos no primeiro trimestre de 2021.

Apesar da alta de 9,8 pontos, o indicador continua na zona desfavorável do ciclo econômico com uma combinação de avaliações desfavoráveis sobre o presente e expectativas otimistas em relação ao futuro próximo, apontou o levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

"Pela primeira vez depois do impacto da pandemia de covid-19, houve alguma melhora na percepção em relação à situação corrente, que continua difícil na maioria dos países. Em relação às expectativas o resultado é muito heterogêneo", observou a FGV, em nota.

A partir desse resultado do primeiro trimestre de 2021, a FGV passou a divulgar os indicadores síntese da Sondagem da América Latina na forma de saldo de respostas mais cem (saldo + 100).

O Indicador da Situação Atual subiu 13,0 pontos, de 6,4 pontos no quarto trimestre de 2020 para 19,4 pontos no primeiro trimestre de 2021.

O Indicador de Expectativas cresceu 0,8 ponto, de 142,8 pontos no quarto trimestre de 2020 para 143,6 pontos no primeiro trimestre de 2021, mantendo-se na zona favorável do ciclo - acima de 100 pontos - pelo terceiro trimestre consecutivo.

"O resultado geral da pesquisa mostra que os especialistas continuam a avaliar a situação atual bastante desfavorável, mas estão otimistas com a perspectiva de melhoras nos próximos meses. Entre os fatores a justificar o otimismo está o início dos programas de imunização contra a covid-19 nas principais economias do mundo e nos países latinos, embora com cronogramas e ofertas de vacinas muito distintos", apontou a FGV.

O Clima Econômico melhorou em apenas metade das dez maiores economias da região acompanhadas pelo Ibre/FGV. Houve melhora do ICE na Argentina, Brasil, Chile, México e Paraguai. Na direção oposta, houve perdas na Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Uruguai.

No Brasil, o ICE avançou 5,1 pontos, passando de 67,2 pontos para 72,3 pontos. O Indicador da Situação Atual do Brasil passou de 13,3 pontos no quarto trimestre de 2020 para 25,0 pontos no primeiro trimestre de 2021. Já o Indicador de Expectativas recuou de 146,7 pontos para 137,5 pontos no período.

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