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Economia surpreendeu pela resiliência mostrada na retirada do auxílio, diz BC

Eduardo Laguna e Eduardo Rodrigues

São Paulo e Brasília

30/03/2021 15h14

Ao falar da previsão da autarquia de crescimento de 3,6% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, disse nesta terça-feira, 30, que a economia brasileira surpreendeu pela resiliência mostrada na retirada do auxílio emergencial no início de 2021.

"Esperávamos retração mais forte em janeiro e fevereiro com fim de auxilio, mas os números de janeiro e fevereiro vieram fortes (...) Fomos surpreendidos com uma economia mais resiliente mesmo com a retirada parcial do auxílio emergencial", comentou Campos Neto ao participar do Encontro Daycoval - Perspectivas Econômicas e de Investimentos para o Brasil 2021.

Em sua fala, Campos Neto citou a abertura, que considerou forte, de vagas de trabalho formal, confirmada nesta terça pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), e frisou que o BC também foi surpreendido pelo crescimento de 3,2% do PIB no quarto trimestre de 2020.

Vacinação

O presidente do Banco Central ainda projetou uma reabertura mais rápida da economia daqui dois ou três meses, quando, disse, o Brasil já terá vacinado grande parte dos grupos de risco.

"Em dois ou três meses teremos vacinado grande parte do grupo de risco, e a partir daí imaginamos que a gente começa a ter uma abertura mais rápida da economia", comentou Campos Neto.

"Temos um cronograma de vacinação que dá para ver uma luz no fim do túnel", acrescentou o presidente do BC.

Em sua apresentação, ele considerou que a eficiência de últimos lockdowns no Brasil foi baixa em termos de mobilidade.