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Equipe econômica reduziu projeções para despesas com Previdência, diz secretário

A equipe econômica alterou projeções para as despesas com a Previdência Social em 2021, com a redução de R$ 5,700 bilhões nos gastos esperados para esse ano - Marcelo Casal Jr/Agência Brasil
A equipe econômica alterou projeções para as despesas com a Previdência Social em 2021, com a redução de R$ 5,700 bilhões nos gastos esperados para esse ano Imagem: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Eduardo Rodrigues e Lorenna Rodrigues

Brasília

23/04/2021 13h55

O secretário de Orçamento Federal, George Soares, informou nesta sexta-feira que a equipe econômica alterou projeções para as despesas com a Previdência Social em 2021, com a redução de R$ 5,700 bilhões nos gastos esperados para esse ano. "O relatório extemporâneo de receitas e despesas reduz os gastos da Previdência com a reavaliação de fraudes e outros ajustes. Houve mudanças muito significativas quanto a abono salarial e outras despesas do INSS", destacou.

Ele respondeu que o volume de bloqueio nas despesas com Educação - o foi o mais atingido, com R$ 2,7 bilhões em gastos suspensos - e maior porque a pasta representa cerca de um terço de toda a dotação orçamentária. Garantiu que as despesas com Educação continuam acima do mínimo constitucional.

Soares respondeu que não há bloqueio adicional neste momento no Ministério do Meio Ambiente, mas lembrou que qualquer pasta poderá pedir suplementação orçamentária ao longo do ano.

O secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, enfatizou que o contingenciamento de mais de R$ 9 bilhões em despesas permite o atendimento ao teto de gastos, que a equipe econômica defende na íntegra. "Os critérios para cada pasta garantem que os órgãos suportem operacionalmente, mas esses valores poderão ser reavaliados à frente", completou.

O secretário especial de Relações Governamentais da Casa Civil, Bruno César Grossi de Souza, reconheceu que parte das despesas da Saúde precisaram ser vetadas ou bloqueadas, mas garantiu que os gastos relacionados à pandemia de covid-19 não foram afetados. "Gastos da covid estão fora da meta e do teto de gastos, nos permite manobra maior", completou.