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Copom mantém agressividade ao sinalizar novo aumento da Selic, diz economista

Bolsa de Valores de São Paulo - Amanda Perobelli/Reuters
Bolsa de Valores de São Paulo Imagem: Amanda Perobelli/Reuters

Eduardlo Laguna e Fracisco Carlos de Assos

06/05/2021 08h05Atualizada em 06/05/2021 11h49

Ao "contratar" mais um aumento de 0,75 ponto porcentual em sua próxima reunião, marcada para os dias 15 e 16 de junho, o Copom (Comitê de Política Monetária) indica que vai seguir agressivo nos movimentos da Selic, mais do que dobrando, em pouco tempo, a taxa que entrou o ano em 2%.

A avaliação é do economista-chefe da Genial Investimentos, José Márcio Camargo, que, por outro lado, observa que o comunicado do Copom também foi pontuado por inesperadas mensagens "dovish" - ou seja, que sugerem alguma suavização no ritmo de aumento dos juros.

"O comunicado traz aspectos dovish (menos agresivo) e hawkish (mais agressivo). Nossa avaliação era de que só haveria a parte hawkish", comenta Camargo ao tratar do teor do texto que anunciou o aumento da Selic para 3,5% ao ano.

Na avaliação dele, ao apontar medidas de inflação subjacente no "topo" do intervalo de meta inflacionária, e não "acima" do intervalo como no comunicado da reunião anterior, o Copom transmite a visão de que a inflação subjacente teve certa redução de um encontro para o outro.

O BC resolveu abrir mão de certo grau de liberdade para atuar no próximo Copom e optou por indicar no comunicado da reunião de ontem que poderá promover outra alta de juro de 0,75 ponto porcentual. A avaliação é da economista sênior da LCA Consultores, Thais Zara.

"Imaginávamos que ele fosse deixar algum grau de liberdade para o próximo Copom, mas preferiu já indicar que poderá elevar a Selic em mais 0,75 ponto porcentual na próxima reunião", observou Thais.