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BC: persistência da pressão inflacionária revela-se maior do que o esperado

Fabrício de Castro e Célia Froufe

Brasília

16/06/2021 19h39

A persistência da pressão inflacionária revela-se maior que o esperado pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que decidiu elevar a Selic hoje para 4,50% ao ano. De acordo com comunicado da instituição divulgado nesta quarta-feira, 16, isso ocorre, sobretudo, entre os bens industriais.

"Adicionalmente, a lentidão da normalização nas condições de oferta, a resiliência da demanda e implicações da deterioração do cenário hídrico sobre as tarifas de energia elétrica contribuem para manter a inflação elevada no curto prazo, a despeito da recente apreciação do real", enfatizaram os diretores.

O Comitê se comprometeu a seguir atento à evolução desses choques e seus potenciais efeitos secundários. Também disse que vai monitorar o comportamento dos preços de serviços conforme os efeitos da vacinação sobre a economia se tornam mais significativos. O colegiado mencionou ainda que as diversas medidas de inflação subjacente apresentam-se acima do intervalo compatível com o cumprimento da meta para a inflação.