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Varejo está 3,9% acima do período pré-pandemia, afirma IBGE

Comércio na Saara, no centro do Rio de Janeiro - Tânia Rêgo /Agência Brasil
Comércio na Saara, no centro do Rio de Janeiro Imagem: Tânia Rêgo /Agência Brasil

Daniela Amorim

Rio

07/07/2021 10h40Atualizada em 07/07/2021 13h24

A melhora no desempenho do varejo na passagem de abril para maio fez o volume de vendas ficar 3,9% acima do nível de fevereiro de 2020, no pré-pandemia. No varejo ampliado, que inclui as atividades de veículos e material de construção, as vendas operam 1,6% acima do pré-pandemia.

Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio divulgada nesta quarta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

"Há recuperação gradual, ainda desigual, de todas as atividades", apontou Cristiano Santos, analista da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE.

Os segmentos de material de construção, artigos farmacêuticos, outros artigos de uso pessoal e doméstico, supermercados e móveis e eletrodomésticos estão operando acima do patamar pré-crise sanitária.

O segmento de material de construção está 21,9% acima do patamar de fevereiro de 2020; artigos farmacêuticos, 10,8% acima; outros artigos de uso pessoal e domésticos, 18% acima; supermercados, 3,5% acima; e móveis e eletrodomésticos, 1,6% acima.

Os veículos estão 4,6% abaixo do patamar pré-pandemia; vestuário, 3,1% abaixo; livros e papelaria, 37,1% abaixo; combustíveis, 3,4% abaixo; e equipamentos de informática, 5,4% abaixo.

A reabertura de atividades econômicas que foram fechadas em março pela segunda onda da pandemia de covid-19, comércio eletrônico e uma estratégia de promoções adotadas por alguns setores varejistas impulsionaram o desempenho do varejo em maio e abril, avaliou Cristiano Santos

As vendas subiram 1,4% em maio ante abril, após já terem avançado 4,9% no mês anterior. Para Santos, o varejo mostra uma retomada após a segunda onda de covid-19, que também teve medidas de restrições mais brandas que no início da pandemia.

"Você tem retomada das atividades em lojas físicas, e aí isso se reflete nas empresas. O impacto da segunda onda foi distinto nas diferentes regiões do País, com fechamento de estabelecimentos em momentos diferentes. O fechamento também foi mais brando, fecharam menos tempo talvez, teve muito fechamento parcial", justificou Santos.

A antecipação de compras para o Dia das Mães, segunda data mais importante para o varejo nacional (atrás apenas do Natal), também ajuda a explicar o bom desempenho de abril ante março. As vendas no comércio varejista em abril foram revistas de um avanço de 1,8% para 4,9%.

"A antecipação de compras do Dia das Mães já explicava a alta de 1,8%, agora, com a entrada do dado de maio, reforça essa tendência", explicou Santos.

Em maio ante abril, houve avanços em sete das oito atividades que integram o comércio varejista.

"A leitura é de alta. Já era no mês passado. É uma leitura de alta que amplifica, porque o mês de maio vem numa base de comparação com abril um pouco acima", ressalta o pesquisador do IBGE. "O consumo vem muito baseado em internet, muito baseado em promoção", acrescentou.

Errata: o texto foi atualizado
Na nota publicada anteriormente havia uma incorreção no oitavo parágrafo, na magnitude de crescimento das vendas do varejo em abril ante março. O volume vendido cresceu 4,9%, e não 5,4%, como constava. O texto foi corrigido.