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Conselho de trabalho criará fórum de discussão de empregabilidade de mulheres

Thaís Barcellos e Cícero Cotrim

São Paulo

20/07/2021 13h02

O diretor de programas do Ministério da Economia, Luis Felipe Oliveira, afirmou que o Conselho Nacional do Trabalho, que tem formação tripartite entre o governo, empresas e trabalhadores, vai criar um fórum para discutir a empregabilidade das mulheres. "A ideia é incentivar a contratação de mulheres e não necessariamente punir as empresas", disse.

O secretário de Trabalho, Bruno Dalcolmo, acrescentou que a empregabilidade das mulheres é um tema importante que é preciso ser repensado para incentivar a contratação e manter aquelas que já estão no mercado de trabalho. "São necessários incentivos de participação de mulher no mercado de trabalho", disse, acrescentando que é preciso ficar atento a particularidades como a necessidade de creches ou de possibilidade de amamentação.

As declarações foram dadas em webinar do Banco Mundial. A economista sênior da instituição disse que as mulheres têm desafios específicos no mercado de trabalho, como os ligados a crianças, e que se tornam mais difíceis em meio a uma crise. "Mas, quer entre mulheres ou homens, efeitos das crises são mais graves para menos qualificados", afirmou, citando o estudo "Emprego em Crise - Trajetória para melhores empregos na América Latina pós-covid-19", apresentado no webinar.

Seguro-desemprego

O secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco, disse que o governo vai avançar nas políticas voltadas para o trabalho e o seguro-desemprego em uma eventual reeleição do presidente Jair Bolsonaro. "Se não no primeiro, no segundo governo Bolsonaro viremos com força nessas políticas", disse ele, no mesmo webinário.

O secretário disse que o presidente acompanha de perto a questão do emprego no País e afirmou que a prioridade da pasta é preservar o direito ao trabalho e incentivar a inclusão de pessoas no mercado. "As pessoas estão voltando ao mercado de trabalho e precisamos gerar desempenho propício para que haja inclusão, primeiro no mercado informal e fazer com que rapidamente se torne mercado formal", afirmou.

Bianco disse, ainda, que não há um movimento de maximização do desemprego no País. Ele defendeu que os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram recuperação do emprego formal no Brasil.

"Não podemos dizer que o desemprego formal aumentou, pelo contrário", disse Bianco, citando os números de geração de 1,2 milhão de postos formais de trabalho pelo Caged no acumulado de 2021. O secretário defendeu ainda que, apesar do desemprego maior no mercado informal medido pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, os informais estão protegidos no País pelo auxílio emergencial.