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Bolsonaro diz que vai encaminhar à CGU operações do BNDES no governo do PT

Fachada do BNDES no Rio de Janeiro; Bolsonaro prometeu que iria abrir a "caixa-preta" do banco - Bernard Martinez/Folhapress
Fachada do BNDES no Rio de Janeiro; Bolsonaro prometeu que iria abrir a 'caixa-preta' do banco Imagem: Bernard Martinez/Folhapress

Sofia Aguiar e Elizabeth Lopes

São Paulo

05/08/2021 13h34Atualizada em 05/08/2021 13h36

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou hoje que recebeu o relatório do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) com todas as operações realizadas pelos governos do PT e vai encaminhá-lo para a CGU (Controladoria-Geral da União). Segundo disse ele à Rádio 93 FM, do Rio de Janeiro, o montante soma R$ 30 bilhões.

"Não houve nenhum controle desses empréstimos, que beneficiaram Cuba, Venezuela, dentre outros", declarou o chefe do Executivo. Em críticas aos governos petistas, Bolsonaro acusou a ex-presidente Dilma Rousseff de despachar no Palácio ouvindo inteligências da Venezuela e de Cuba. "Não tem qualquer controle", pontuou.

Ao afirmar que a liberdade e direitos dos cidadãos brasileiros estão ameaçados pelo PT, Bolsonaro disse que recebeu informações de Roraima, vizinha da Venezuela, que mostram fuga venezuelanos da fome

Novo ataque a Barroso

"Se a esquerda voltar ao poder e acreditarmos no presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Luís Roberto Barroso, nosso futuro estará comprometido", declarou o chefe do Executivo, que acusa o ministro de ser a favor da urna eletrônica para favorecer o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2022.

"Lula promoveu o maior esquema de corrupção do mundo está elegível", disse, acrescentando que existe um "plano para me tornar inelegível".

A afirmação ocorre também após o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), acolher ontem a notícia-crime apresentada pelo TSE e mandar abrir investigação para apurar a possível prática de 11 crimes pelo presidente.

Como mostrou o Estadão/Broadcast, o desfecho das investigações pode tornar Bolsonaro inelegível, caso ele seja responsabilizado criminalmente, além de levar à impugnação de eventual registro de sua candidatura a um segundo mandato.

Seguindo nas críticas contra Barroso, Bolsonaro declarou que as bandeiras defendidas pelo ministro são aborto e liberação drogas. "É um homem sem religião", afirmou, e sugeriu que ele seja vice-presidente de Lula nas eleições de 2022.

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