PUBLICIDADE
IPCA
0,87 Ago.2021
Topo

Pacheco critica Câmara por colocar 'jabutis' em MP que simplifica abertura de empresas

Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), disse que irá tomar providências - Dida Sampaio/Estadão Conteúdo
Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), disse que irá tomar providências Imagem: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Anne Warth

Brasília

05/08/2021 21h19

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), disse que tomará providências em relação ao texto da Medida Provisória 1040, aprovado hoje pela Câmara e enviado à sanção presidencial. A MP, que simplifica a abertura de empresas, havia sido votada pelo Senado ontem.

A pedido do relator, senador Irajá (PSD-TO), Pacheco retirou matérias estranhas ao texto, conhecidas como jabutis, que haviam sido incluídas pela Câmara em uma primeira votação. Essas emendas revogavam leis que estabeleciam um piso para diversos profissionais liberais.

De acordo com o presidente do Senado, essa decisão foi ignorada pela Câmara hoje, quando os deputados voltaram a analisar o texto e restabeleceram os trechos que haviam sido excluídos por senadores. "Esse é um procedimento indevido e inaceitável, que fere o processo legislativo, a soberania, independência e autonomia das instituições", afirmou Pacheco. "Tomarei providências em relação a isso."

Segundo apurou o Broadcast Político, Pacheco deve entrar com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para que as matérias estranhas ao texto - conhecidas como "jabutis" - sejam retiradas da matéria.

Ao restabelecer o texto que havia sido aprovado no fim de junho, a Câmara revogou o piso salarial para os formados em Agronomia, Arquitetura, Engenharia, Química e Veterinária, em vigor desde 1966. Os conselhos federais dessas categorias haviam se mobilizado para reverter a medida no Senado e cogitavam até mesmo judicializar a questão.

Em seu artigo 57, o texto final da MP 1040 faz um "revogaço" de 33 leis ou trechos de leis. Entre elas, o relator, deputado Marco Bertaiolli (PSD-SP), incluiu a revogação da Lei nº 4.950-A, que garante o piso salarial dessas cinco categorias. Para os formados em cursos de graduação de quatro anos, o piso é de seis salários mínimos (R$ 6,6 mil). Para cursos de menor duração, o piso é de cinco salários (R$ 5,5 mil).

PUBLICIDADE