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Zarlenga: Não tenho dúvida nenhuma de que o Onix voltará a ser carro mais vendido

Eduardo Laguna

São Paulo, 20

20/08/2021 16h30

Ao avaliar que o momento mais crítico da crise de abastecimento provocada pela pandemia ficou para trás, o presidente da General Motors (GM) na América do Sul, Carlos Zarlenga, manifestou hoje confiança de que o Onix - cuja produção foi retomada pela montadora nesta semana, após cinco meses de paralisação - voltará a ser o carro mais vendido do País. "Não tenho dúvida nenhuma de que o Onix voltará a ser número um em vendas", afirmou o principal executivo da GM na região durante participação em congresso virtual da Autodata.

Embora sem desprezar os riscos relacionados à disseminação da variante delta, que causa paralisação de fornecedores da Malásia, com impacto já no Brasil em fábricas da Toyota e da Volkswagen, Zarlenga disse hoje que o objetivo da GM é retomar os volumes de produção de antes do fechamento das linhas.

A fábrica do Onix em Gravataí (RS), que estava parada desde março, voltou a produzir em um turno na última segunda-feira, enquanto a unidade de São Caetano do Sul (SP) tem retorno previsto para quinta-feira. As linhas do ABC paulista, onde são montados os modelos Tracker, Spin e Onix Joy, pararam completamente em 21 de junho também por falta de componentes e adaptação da fábrica à produção da nova geração da picape Montana.

Zarlenga concorda que o abastecimento de chips - hoje maior responsável pelas paradas de montadoras - só estará normalizado em meados do ano que vem, mas acredita que até dezembro a situação estará melhor do que a atual. "Sou cautelosamente otimista, acredito que a maior parte do problema ficou mais para trás do que está para frente", disse, acrescentando que o quadro de enfrentamento da pandemia é hoje melhor do que um ano atrás.

O presidente da GM na América do Sul considerou ainda durante o congresso que a produção de componentes na Malásia deve acontecer rapidamente, dado que o governo local vai relaxar o lockdown assim que terminar de imunizar a população. Zarlenga pontuou que a imunização na Malásia conta com a participação do setor privado para evoluir mais rápido. Por lá, as empresas foram autorizadas a vacinar funcionários.

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