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BC autônomo ajuda inflação transitória a não se tornar permanente, diz Guedes

Thaís Barcellos e Célia Froufe

São Paulo e Brasília

26/08/2021 12h52

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quinta-feira que um Banco Central autônomo é um fator que ajuda a evitar que uma alta de preços transitória se transforme em permanente. O Congresso aprovou a autonomia da autoridade monetária, mas o caso foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF), que iniciou o julgamento na quarta-feira e deve terminar nesta quinta-feira.

Durante fala na audiência na Comissão Temporária da Covid-19 do Senado, no entanto, ele se confundiu e tratou dessa mudança no BC como independência - e não autonomia - que é uma classificação diferente à de que a autarquia está prestes a conquistar.

Segundo o ministro, um dos motivos da alta da inflação é que a oferta foi reprimida durante a pandemia de coronavírus e que, com as medidas de distanciamento, muitas pessoas foram para casa, mas continuaram a comer, a consumir.

Ao prever que a economia doméstica mostrará força, ponderou que existem desafios no meio do caminho, como a própria alta dos preços. Garantiu, porém, que o BC já está combatendo a inflação.

Questionado por um senador sobre risco de desabastecimento, Guedes disse que não vê risco no momento. "Isso era mais forte lá atrás, no início da pandemia", considerou o ministro.

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