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Lira diz que não é justo haver no Brasil um 'tax free' em cada milionário

Camila Turtelli, Lorenna Rodrigues e Thais Barcelos

Brasília e São Paulo

27/08/2021 12h04

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse que a reforma do imposto de renda, com fortes resistências na Câmara e nos setores, não é feita para prejudicar mais ricos, mas, ao mesmo tempo, ele afirmou não ser justo ter no Brasil um "tax free", em cada milionário. "O nosso conceito está correto. É justamente diminuir a taxação das empresas, fomentar o desenvolvimento, os empregos, as riquezas", comentou, em evento promovido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Para ele, o Brasil precisa acabar com distorções. "Nós não queremos prejudicar ninguém, mas nós não podemos ter em cada brasileiro milionário na pessoa física um tax free, uma Suíça ambulante individual no Brasil, não é justo", disse.

Lira afirmou que a taxação de dividendos é uma quebra de paradigma no Brasil e que ele poderia ter aprovado a reforma no primeiro semestre do ano na Câmara, já que é um texto que precisa de maioria simples para passar, no entanto, decidiu por "deixar o texto ao sol", ou seja, dar mais tempo para o debate e que há, atualmente, muitas conversas nos bastidores sobre a reforma.

Após os adiamentos e críticas à reforma do imposto de renda, na quinta-feira, Lira evitou prever nova data para se colocar o projeto em votação na Casa e disse que a proposta só será pautada quando tiver conversado com todos os partidos.

Segundo Lira, o Congresso está focado no andamento das reformas e, na próxima semana, deverá ter acesso ao texto da reforma administrativa.

"O que nós queremos é união, paz tranquilidade. Nós devemos parar com essa especulação. Eu queria dizer o que eu disse semana passada. Não aventamos a possibilidade de romper o teto para dar um auxílio emergencial ou para dar um auxílio Brasil. Nós não podemos permitir que o teto seja estourado em qualquer possibilidade para precatório. Nós não podemos permitir que esses juros futuros cheguem a um limite que o Brasil perca credibilidade nos seus títulos para não conseguir rolar em leilões públicos a dívida imediata" disse Lira.

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