PUBLICIDADE
IPCA
0,87 Ago.2021
Topo

Confederação de transportadoras nega apoio a bloqueios de caminhoneiros

Confederação Nacional do Transporte alertou que bloqueios podem provocar "sérios transtornos à atividade econômica" - Wagner Souza/Futura Press/Estadão Conteúdo
Confederação Nacional do Transporte alertou que bloqueios podem provocar 'sérios transtornos à atividade econômica' Imagem: Wagner Souza/Futura Press/Estadão Conteúdo

Isadora Duarte

Em São Paulo

09/09/2021 16h00Atualizada em 09/09/2021 16h08

A CNT (Confederação Nacional do Transporte), que representa as empresas do setor, disse hoje que vem acompanhando com preocupação os registros de paralisações com bloqueios do tráfego em rodovias do país e que não apoia nenhum tipo de paralisação.

"Os bloqueios nas rodovias podem provocar sérios transtornos à atividade econômica, impactando diretamente o abastecimento das cidades brasileiras, podendo haver graves dificuldades para realizar o transporte de produtos de primeira necessidade da população", disse em nota.

A entidade cita entre os itens de primeira necessidade alimentos, medicamentos e combustíveis. A manifestação ocorre no terceiro dia consecutivo de protestos de caminhoneiros pelo país. "A CNT desconhece o teor da pauta desses profissionais", afirmou.

A CNT pediu também que os governos federal e estaduais assegurem às empresas de transporte rodoviário de cargas o "seu pleno exercício".

"A entidade espera que a PRF (Polícia Rodoviária Federal) trabalhe, decisivamente, para retirar os bloqueios e garantir a segurança nas nossas estradas. Com essas garantias, as transportadoras asseguram o restabelecimento da normalidade no abastecimento do país", declarou.

Um movimento intitulado de caminhoneiros patriotas realiza protestos pelo país desde a manhã da última terça-feira (7), na esteira de manifestações em prol do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que ocorreram no Dia da Independência.

Os atos são em apoio ao presidente Jair Bolsonaro e pedem a destituição dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Segundo o Ministério da Infraestrutura, no início da tarde de hoje, havia pontos com interdições em 5 estados: BA, MA, MG, RS e SC.

A paralisação dos caminhoneiros, contudo, não é uma decisão unânime da categoria. Entidades que representam caminhoneiros autônomos e que chamam mobilizações a favor de demandas específicas da categoria não aderiram aos atos.

Algumas entidades que representam os transportadores autônomos alegam que há envolvimento de empresas do setor no financiamento dos atos e na participação de seus funcionários nas manifestações.

PUBLICIDADE