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Ex-presidente do Banco Central é nomeado diretor de departamento no FMI

Ilan Goldfajn presidiu o Banco Central durante o governo Michel Temer - Pedro Ladeira/Folhapress
Ilan Goldfajn presidiu o Banco Central durante o governo Michel Temer Imagem: Pedro Ladeira/Folhapress

Iander Porcella

Em São Paulo

13/09/2021 15h39Atualizada em 13/09/2021 15h42

A diretora-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Kristalina Georgieva anunciou hoje a nomeação do ex-presidente do BC (Banco Central) Ilan Goldfajn como diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental do órgão.

O brasileiro assumirá o cargo, hoje ocupado pelo mexicano Alejandro Werner, em 3 de janeiro de 2022. Em nota divulgada pelo FMI, Georgieva disse que está satisfeita com a nomeação.

"Ele tem uma experiência impressionante nos setores público e privado e é altamente respeitado como acadêmico", escreveu a diretora do fundo.

A líder também elogiou o histórico de Goldfajn como formulador de políticas, comunicador e o "profundo" conhecimento que o ex-presidente do Banco Central tem como executivo financeiro internacional.

Atualmente, Goldfajn atua como presidente do Conselho do Credit Suisse Brasil. O economista presidiu o BC de maio de 2016 a fevereiro de 2019, indicado pelo ex-presidente Michel Temer (MDB)

No comunicado divulgado hoje, Georgieva ressaltou que, durante a gestão de Goldfajn no BC, o novo diretor do FMI supervisionou a implementação de mudanças regulatórias que, na avaliação dela, estimularam a inovação e a digitalização, com o crescimento das fintechs.

Georgieva também destacou que Goldfajn trabalhou como economista no FMI de 1996 a 1999. "Poderemos nos beneficiar de sua experiência excepcional à medida que continuamos a ajudar os países da região a construir economias mais resilientes e inclusivas", afirmou.

O Credit Suisse Brasil confirmou, por meio de um comunicado à imprensa, que Goldfajn deixará o cargo de presidente do Conselho em 31 de dezembro. Ele será substituído por Ana Paula Pessoa, que faz parte do Conselho desde 2018.

"Estou deixando o Credit Suisse para seguir a minha vocação que é a de contribuir com a sociedade em um cargo público, desta vez em uma organização internacional", disse Ilan na nota publicada pelo banco.

"A economia mundial vive um momento muito desafiador, agravado pela pandemia da covid-19, e a oportunidade de colaborar a partir dessa posição no FMI me deixa entusiasmado", prosseguiu.

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