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Orçamento de 2021 prevê R$ 4 bi para constituição de nova estatal ENBpar, diz Economia

4.ago.2021 - O ministro da Economia, Paulo Guedes, durante cerimônia de posse de Ciro Nogueira (PP) na Casa Civil - Mateus Bonomi/AGIF/Estadão Conteúdo
4.ago.2021 - O ministro da Economia, Paulo Guedes, durante cerimônia de posse de Ciro Nogueira (PP) na Casa Civil Imagem: Mateus Bonomi/AGIF/Estadão Conteúdo

Luci Ribeiro

Brasília

13/09/2021 12h00Atualizada em 13/09/2021 12h29

O Ministério da Economia informou hoje que o Orçamento de 2021 prevê R$ 4 bilhões para a constituição da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBpar), nova estatal criada nesta data por decreto presidencial que, depois da privatização da Eletrobras, passará a administrar a Eletronuclear, que controla as usinas de Angra, no Rio de Janeiro, e a Itaipu Binacional, no Paraná.

De acordo com a pasta, os recursos serão utilizados para que a estatal adquira o controle da Eletronuclear e a parte da Eletrobras no capital de Itaipu.

"Por previsão constitucional, ambas não podem ser privatizadas: a primeira, devido ao monopólio da União sobre as atividades nucleares; e a segunda, em razão do Tratado de Itaipu, assinado entre Brasil e Paraguai, em 1973. Por esse motivo, a criação da empresa está prevista na própria lei de capitalização da Eletrobras", explica o ministério em nota.

O ministério acrescenta que a nova empresa terá estrutura enxuta e poderá incorporar, futuramente, as Indústrias Nucleares do Brasil S.A., "o que vai permitir maior racionalidade ao setor de geração de energia nuclear, fazendo com que todas as atividades desta cadeia estejam vinculadas ao mesmo controlador".

"A criação da nova estatal é uma das etapas previstas pelo cronograma de capitalização da Eletrobras e está condicionada à efetiva privatização da empresa. Dessa maneira, estamos dando prosseguimento ao processo para que a perda do controle acionário da União e a emissão das ações ocorram até fevereiro do próximo ano", diz o secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia, Diogo Mac Cord, na nota.

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