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EUA: suspensão do teto da dívida deve passar na Câmara

Washington, 21

21/09/2021 21h12

Há expectativa de que a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprove ainda nesta terça-feira, 21, uma medida que mantém o governo financiado até o início de dezembro e suspende seu limite de endividamento até o final de 2022. Espera-se que a aprovação se dê com votos somente dos Democratas, sem apoio dos deputados republicanos. Mas os legisladores não estão nem perto de encerrar o impasse partidário que pode inviabilizar a aprovação no Senado.

Com menos de duas semanas para que o atual financiamento do governo americano expire - às 00h01 de 1º de outubro -, os democratas da Câmara se prepararam para aprovar rapidamente o pacote que financiaria o governo até 3 de dezembro de 2021 e suspenderia o teto da dívida até 16 de dezembro de 2022. O Departamento do Tesouro está atualmente usando medidas emergenciais para cobrir as contas dos Estados Unidos por vários meses, até que o teto da dívida seja aumentado ou suspenso novamente.

Líderes democratas anunciaram ontem que combinariam as duas medidas, apesar da ampla resistência do Partido Republicano em elevar o teto da dívida, garantindo que a ameaça de um desligamento parcial do governo no mês que vem estaria interligada com a possibilidade de o governo federal não ser capaz de pagar suas contas em tempo.

Na Câmara, os líderes disseram hoje que estavam agindo rapidamente para dar ao Senado tempo para descobrir como quebrar o impasse partidário que se desenvolveu sobre a elevação do teto da dívida. Os republicanos disseram que se opõem à votação para aumentar o limite em protesto ao pacote de US$ 1,9 trilhão em alívio pela covid-19, aprovado neste ano pelos democratas sem o apoio do Partido Republicano.

O Partido Democrata ainda está tentando aprovar, sozinho, o pacote de US$ 3,5 trilhões em investidores voltados para o bem-estar social e ações climáticas.

A elevação do teto da dívida não autoriza novos gastos, mas permite que o Departamento do Tesouro emita novas dívidas para cobrir gastos que o Congresso já autorizou, incluindo pagamentos a detentores de títulos, beneficiários da Previdência Social e militares da reserva.

No Senado, republicanos disseram que o líder da minoria, Mitch McConnell, os encorajou a se unirem para forçar os democratas a elevar o limite da dívida por conta própria - uma responsabilidade política que nenhum dos partidos quer assumir totalmente.

A legislação que está sendo votada hoje, conhecida como resolução contínua, também inclui US$ 28,6 bilhões em ajuda emergencial a desastres, incluindo auxílio para as vítimas do furacão Ida e outras tempestades recentes. Os legisladores também concordaram em incluir US$ 6,3 bilhões para ajudar a reinstalar refugiados afegãos que se dirigem para ou estão nos EUA e fornecer assistência para os que se refugiam em outros países.

Ainda não está claro o que aconteceria se a medida de gastos e o aumento do limite da dívida fracassassem no Senado. Fonte: Dow Jones Newswires.

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