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Bolsonaro: Espero que se concretize política de botijão de gás da Petrobras

Eduardo Gayer e Daniel Galvão

São Paulo

30/09/2021 21h12

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira esperar que a política do botijão de gás da Petrobras "se concretize". A empresa liberou R$ 300 milhões para subsidiar a compra de gás de cozinha por famílias de baixa renda, o que deve atingir 2% dos beneficiários do Bolsa Família, como mostrou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. Segundo o presidente, a Petrobras vai entregar um botijão de gás a cada dois meses aos inscritos no programa. "É uma ajuda, é um alento", afirmou em transmissão ao vivo nas redes sociais.

Nas contas de Bolsonaro, é possível diminuir à metade o preço do gás de cozinha a partir de políticas como a venda direta ao consumidor e redução de impostos estaduais, como o ICMS, uma das principais fontes de receita dos Estados. Ele, contudo, mais uma vez, não apresentou estudos para justificar as afirmações.

Economia

O chefe do Executivo voltou a reconhecer a escalada inflacionária, mas disse que o Brasil é o país que menos sofre nesse quesito. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) subiu 1,14% em setembro, a maior alta para o mês desde 1994. Com o resultado, o IPCA-15 acumulou aumento de 7,02% no ano. Para efeito de comparação, a inflação nos Estados Unidos medida pelo índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) deve fechar 2021 em 4,2%, nas contas do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) - bem abaixo, portanto, da variação já verificada no País. "O Brasil é um país que tem muita coisa cara, mas não está faltando nada como no Reino Unido", tentou justificar o presidente.

De olho também no impacto da crise hídrica na inflação, devido à elevação dos preços nas contas de energia, o chefe do Executivo voltou a pedir à população que desligue um ponto de luz. Na semana passada, ele havia pedido aos brasileiros para tomar banho frio.

Bolsonaro ainda criticou a metodologia do IBGE para a contabilização do desemprego. "Por que crescem desempregados no Brasil? Fica uma contradição, você cria emprego e aumenta o desemprego. É que a metodologia do IBGE leva em conta apenas de estar desempregado quem procura emprego e não acha", justificou o presidente, que convive com a marca de 14,1 milhões de desempregados em seu governo, como informado hoje pelo IBGE. Apesar de estar em níveis ainda elevados, a taxa de desemprego recuou para 13,7% no trimestre encerrado em julho, ante 14,7% no trimestre móvel imediatamente anterior, até abril, como divulgado hoje. "Em carteira assinada foi pouca coisa, mas o saldo foi positivo", comentou o presidente.

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