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UE: Von der Leyen defende diversificação de fornecedores de gás

André Marinho

São Paulo

20/10/2021 08h05

A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen defendeu, nesta quarta-feira, que a União Europeia (UE) deve tomar ações para se tornar mais independente em sua matriz energética e torná-la mais limpa, em meio à crise de energia que assola a região. Durante discurso no Parlamento Europeu, Von der Leyen afirmou que o bloco importa 90% do gás que consome, o que o deixa "muito vulnerável". Boa parte do fornecimento no continente depende da Rússia.

"Embora a Gazprom estatal russa tenha honrado seus contratos de longo prazo conosco, ela não respondeu à maior demanda como nos anos anteriores. A Europa hoje é muito dependente do gás e muito dependente das importações de gás", ressaltou.

Nos últimos meses, o forte avanço da demanda por gás, em meio à retomada da pandemia, esgarçou a limitada oferta da commodity e, como consequência, os preços dispararam. "Por causa do aumento do preço do gás, muitas famílias estão lutando para sobreviver e as empresas correm o risco de fechar", alertou Von der Leyen .

Para lidar com a situação, presidente da Comissão Europeia argumentou que a UE precisa diversificar os seus fornecedores, por meio, por exemplo, do aumento dos contratos com a norueguesa Equinor Norway. A alemã disse ainda que a Comissão atuará para coibir a especulação no mercado de energia.

Outra solução em estudo é o desenvolvimento de uma reserva estratégica de gás, de acordo com ela. A ideia seria realizar testes de estresse periódicos das capacidades de armazenamento e reação. "Também exploraremos o potencial de aquisição conjunta de gás, possivelmente de forma voluntária", comentou.

No longo prazo, Von der Leyen defendeu que a melhor saída é a transição para uma matriz energética baseada em fontes renováveis. Segundo ela, o plano de investimentos voltado para a recuperação econômica da UE - conhecido como PróximaGeraçãoUE - destina recursos a essa área.

"Nos planos nacionais apresentados até agora, 36 mil milhões de euros foram atribuídos à energia limpa, desde o hidrogênio limpo à energia eólica", reiterou.

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