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Monitor do PIB da FGV aponta queda de 0,1% no 3º trimestre ante o 2º trimestre

O ministro da Economia do pais, Paulo Guedes - Adriano Machado/Reuters
O ministro da Economia do pais, Paulo Guedes Imagem: Adriano Machado/Reuters

Rio

19/11/2021 11h15Atualizada em 19/11/2021 11h59

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro recuou 0,1% no terceiro trimestre deste ano, frente aos três meses imediatamente anteriores, pela série com ajuste sazonal do Monitor do PIB, indicador calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) e divulgado nesta sexta-feira pela entidade. Na comparação com o terceiro trimestre de 2020, o PIB cresceu 4,1%, aponta o Monitor.

Isoladamente em setembro, o Monitor apontou alta de 0,3% no PIB na comparação a agosto, com ajuste sazonal. Em relação a setembro de 2020, houve avanço de 2,4% da atividade econômica.

Para os pesquisadores do Ibre/FGV, os resultados sugerem que "a economia brasileira reverteu a trajetória de recuperação que havia sido observada no terceiro e quarto trimestre de 2020 e no primeiro trimestre deste ano". A retração de 0,1% no terceiro trimestre ante o segundo será a segunda queda seguida na comparação com períodos imediatamente anteriores.

"A taxa acumulada em 12 meses, até setembro foi de apenas 3,7%. À exceção da extrativa mineral e a administração pública, todas as demais taxas acumuladas em 12 meses foram positivas. Nesta comparação, destaca-se a taxa do setor de Serviços que havia sofrido quedas mensais contínuas e elevadas desde abril do ano passado até maio deste ano e apresenta taxas acumulada em doze meses positivas e crescentes desde junho, com a taxa até setembro sendo de 3%", diz a nota divulgada pelo Ibre/FGV.

Apesar da retração na atividade econômica agregada, a recuperação do setor de serviços, atrasada em relação aos demais, prosseguiu no terceiro trimestre, conforme os dados do Monitor do PIB. O destaque foi a atividade de "outros serviços", que pesa em torno de 15% no PIB. Em meio à pandemia, essa atividade chegou a tombar 22,7% na comparação mensal, mas, desde abril deste ano, vem apresentando taxas positivas "elevadas".

"Este desempenho se deve à maior abrangência da vacinação, que possibilitou a maior interação entre as pessoas com idas a hotéis, bares, restaurantes, viagens etc. Isto é compatível com o consumo de serviços por parte das famílias que neste trimestre cresceu 8,9%, enquanto o de bens, à exceção de semiduráveis (vestuário e calçados), reduziu-se", diz a nota do Ibre/FGV.

Na análise desagregada dos componentes sob a ótica da demanda, na comparação do terceiro trimestre com igual período de 2020, o destaque foi o consumo das famílias. Nas contas do Monitor do PIB, houve um crescimento de 4,4%. "Esse resultado foi influenciado, principalmente, pelo crescimento de serviços (8,9%). Por outro lado, o componente de produtos duráveis apresentou sua primeira queda em doze meses (-1,7%). Na série com ajuste sazonal o consumo das famílias apresentou avanço de 0,7% em comparação ao trimestre anterior", diz a nota do Ibre/FGV.

Já a formação bruta de capital fixo (FBCF) saltou 11,8% na comparação com o terceiro trimestre de 2020, segundo o Monitor do PIB. Na comparação do terceiro com o segundo trimestre, houve queda de 4,9%. Com isso, a taxa de investimentos ficou em 18,1% do PIB no terceiro trimestre.

No setor externo, as exportações subiram 0,8% na comparação com o terceiro trimestre de 2020, enquanto as importações saltaram 28,5%.

O Monitor do PIB procura antecipar a tendência do principal índice da economia a partir das mesmas fontes de dados e metodologia empregadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo oficial das Contas Nacionais. Os dados do terceiro trimestre estão previstos para serem divulgados no próximo dia 2.

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