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Atividade industrial em MG deve crescer 10,15% em 2021, prevê Fiemg

São Paulo

21/12/2021 14h32

Minas Gerais, que no nome já dimensiona a sua força na extrativa mineral, deve ver sua atividade industrial crescer 10,15% em 2021 e o PIB do setor avançar 5,97%. Essa será a colaboração da indústria mineira para a atividade industrial nacional, observa o economista Izak Carlos Silva, da Federação das Indústrias do Estado de Minhas Gerais (Fiemg).

"A indústria do Brasil e de Minas tem ganhando participação no PIB. Houve a paralisação do setor de serviços ao longo da pandemia. Ao mesmo tempo, aumentou a produção de itens essenciais como maca, álcool em gel, vacinas, respiradores, oxigênios. Tudo isso é produzido pela indústria", frisa Izak.

O desempenho favorável da indústria é decisivo para que o PIB agregado do Brasil alcance crescimento de 4,27% ao final de 2021, prevê o Departamento Econômico da Fiemg.

O PIB industrial que, segundo a federação mineira deve aumentar 3,43% no País neste ano, foi fundamental para a recuperação da economia desde o início da pandemia, segundo a Gerência de Economia e Finanças Empresariais da Fiemg baseadas em dados apurados até o terceiro semestre de 2021.

A indústria de Minas Gerais foi favorecida também por concentrar plantas produtivas que mantiveram ou retomaram atividades com mais rapidez ao longo da pandemia, como mineração, siderurgia e produção de máquinas e equipamentos.

Se for levar em conta a produção industrial, a Gerência de Economia e Finanças Empresariais da Fiemg apurou que, no acumulado deste ano até outubro, o resultado de Minas Gerais (12%) fica atrás apenas do Estado de Santa Catarina (13,8%). Em seguida vem o Estado do Paraná (11,2%) e Rio Grande do Sul (11%).

Confiança

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) do Brasil oscilou durante o ano, mas marcou 56 pontos em novembro, sinalizando confiança dos empresários. Os industriais estão otimistas em relação à economia e ao desempenho de suas empresas nos próximos seis meses.

De acordo com Izak, a demanda aquecida e a perspectiva de normalização das atividades econômicas têm deixado o empresário mais confiante em relação ao futuro. Ainda, segundo ele, a inflação e a falta de alguns insumos essenciais à produção são pontos de atenção.

"A inflação reduz o poder de compra e alguns itens essenciais à produção, como os semicondutores para veículos, estão escassos", diz Izak.

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