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Firjan: Economia fluminense se recupera e cresce mais que a média do País

Rio, 21

21/12/2021 20h07

O Produto Interno Bruto (PIB) fluminense teve alta de 1,5% no terceiro trimestre em relação ao segundo trimestre do ano. A análise da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) destaca o quinto trimestre seguido de taxa positiva e destaca o maior dinamismo da economia fluminense frente à economia nacional, que registrou recuo de 0,1%. Na comparação com o mesmo trimestre de 2020, a alta foi de 4,2%, beneficiado pelo arrefecimento da pandemia no Estado e a normalização da mobilidade urbana.

Os dados são do estudo "Rio de Janeiro: resultados e perspectivas para o PIB", divulgado pela Firjan. O resultado do terceiro trimestre reforça a perspectiva positiva de que a economia fluminense vai encerrar o ano retomando uma trajetória mais sólida de crescimento. "Diante desse ambiente mais favorável, a projeção para a atividade econômica fluminense foi ligeiramente revisada para cima desde a última nota, de 4,2% para 4,4% ao fim de 2021", destaca o presidente em exercício da Firjan, Luiz Césio Caetano.

Gerente de Estudos Econômicos da federação, Jonathas Goulart destaca que, na análise setorial, a indústria da construção civil continua sendo o grande destaque da economia fluminense. "No terceiro trimestre de 2021, o segmento cresceu 7,5% em relação ao mesmo período do ano passado", informa o economista.

O momento favorável da cadeia de construção civil é confirmado pela recuperação do mercado de trabalho formal, que registrou um saldo positivo de 13.430 vagas de empregos no ano até outubro de 2021, recuperando todas as vagas perdidas durante a pandemia. A indústria de transformação também registrou bom desempenho, a despeito das dificuldades nas cadeias de insumos. O segmento registrou taxa de crescimento de 5,7% no período em relação ao terceiro trimestre de 2020.

O setor de serviços também teve resultado positivo (+4,5%) frente ao terceiro trimestre de 2020, impulsionado pelo avanço da vacinação que repercutiu sobre a recuperação da mobilidade urbana e sobre o desempenho mais favorável no mercado de trabalho.

Projeção 2022

As conjunturas internacional e nacional enfrentaram algumas condições mais adversas nos últimos meses, tornando o cenário para 2022 bastante desafiador, segundo a análise da Firjan. As perspectivas de crescimento das economias mundiais foram revisadas para baixo, diante de uma taxa de juros mais elevada para conter o aumento do nível de preços global, entre outros fatores.

Internamente, a possibilidade de uma mudança na regra do teto de gastos tornou as perspectivas para as contas públicas em nível federal mais pessimistas. A Firjan destaca que, além do grave problema fiscal, o elevado nível de preços da economia brasileira também vem pressionando a taxa de juros para cima.

"Diante da piora em relação ao cenário nacional, que tem sido um entrave a retomada mais consistente da confiança na atividade econômica fluminense, revisamos para baixo a previsão de crescimento do Rio de Janeiro para 2,0% no próximo ano. Já no nível nacional esperamos um crescimento do PIB de 0,5% em 2022", alerta o gerente de Estudos Econômicos da federação.

O estudo da Firjan traz ainda cenários alternativos para 2022. No cenário pessimista, devido à desaceleração global, agravando e reduzindo o crescimento dos países emergentes exportadores, como o Brasil, e impactando a balança comercial fluminense, os técnicos da federação estimam o PIB do Rio em apenas 0,8%.

Já no cenário otimista, a entidade estima um crescimento da economia fluminense em 3,4% do PIB em 2022, diante de uma aceleração no ritmo de retomada da economia mundial e da aprovação das reformas administrativa e tributária de maneira ampla.

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