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Sindicatos de empregados da Petrobras preparam greve contra privatização

Greve foi aprovada pela ampla maioria da categoria petroleira, em assembleias realizadas em todo o Brasil - Adriano Ishibashi/Framephoto/Estadão Conteúdo
Greve foi aprovada pela ampla maioria da categoria petroleira, em assembleias realizadas em todo o Brasil Imagem: Adriano Ishibashi/Framephoto/Estadão Conteúdo

Fernanda Nunes

Rio

22/12/2021 18h16Atualizada em 22/12/2021 19h01

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos filiados, representantes de empregados da Petrobras, vão encerrar o ano de 2021 em estado de greve nacional, num protesto contra defesas do governo federal da privatização. Segundo a entidade, o estado de greve foi aprovado pela ampla maioria da categoria petroleira, em assembleias realizadas até esta quarta-feira (22), em todo o Brasil.

Na prática, isso significa que, caso o presidente Jair Bolsonaro (PL) apresente ao Congresso projeto de lei para vender a estatal, os sindicatos puxarão nova greve, que, de acordo com o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, será uma das mais fortes da história do setor, semelhante às de 1995 e 2020.

A entidade argumenta que, no último dia 30, a Petrobras concluiu a venda da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia, para o fundo Mubadala, por US$ 1,65 bilhão, e que este valor é "cerca de 50% inferior em comparação com os cálculos estimados em estudo do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep)".

Neste ano, também foram assinados contratos de venda da Refinaria Isaac Sabbá (REMAN), no Amazonas, e da Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), no Paraná.

"Vamos responder à altura e faremos de tudo para proteger os ativos que ainda pertencem à estatal", comenta o coordenador da FUP.

Em comunicado, a federação afirma que, de acordo com levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), de março de 2015 até novembro de 2021, a Petrobras se desfez de 78 ativos, sendo 70 no Brasil e 8 no exterior. Deste total, 76% foram vendidos durante o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL), a R$ 152 bilhões. Alguns desses ativos tiveram o processo de venda iniciado no governo anterior, de Michel Temer (MDB).

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