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Bolsonaro diz que não houve déficit de empregos em 2020, mas saldo foi negativo

De acordo com os dados revisados, a perda foi de 191,5 mil vagas com carteira assinada em 2020 - Marcos Corrêa/PR
De acordo com os dados revisados, a perda foi de 191,5 mil vagas com carteira assinada em 2020 Imagem: Marcos Corrêa/PR

Matheus de Souza e Izael Pereira

Em São Paulo

06/01/2022 13h12Atualizada em 06/01/2022 18h18

O presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), afirmou nesta quinta-feira, 6, que, em relação a empregos, o ano de 2020 "terminou em zero a zero, apesar de os dados informados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostrarem resultado negativo no ano. "Nem saldo, nem déficit de emprego" reforçou.

Após uma revisão de dados realizada pelo governo, foi constatado, em novembro do ano passado, que o País encerrou o primeiro ano da pandemia com saldo negativo de geração de empregos. De acordo com os dados revisados, a perda foi de 191,5 mil vagas com carteira assinada em 2020.

Conforme mostrou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), revisões em dados do Caged são corriqueiras e podem ocorrer até 12 meses após novas demissões e admissões por causa do prazo das empresas para informar os dados ao governo, o que pode demorar.

A magnitude da discrepância revela que de fato um número maior de firmas atrasou o preenchimento das informações sobre demissões no ano de 2020.

De acordo com o Ministério do Trabalho e Previdência, a maioria das declarações enviadas fora do prazo é feita por pequenas empresas.

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