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FGV: IPC-S desacelera a 0,43% na 2ª quadrissemana de janeiro (0,53% na 1ª prévia)

São Paulo

17/01/2022 08h42

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) desacelerou de 0,53% na primeira quadrissemana de janeiro para 0,43% na segunda leitura do mês, informou nesta segunda-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o indicador acumula alta de 9,52% em 12 meses, menor do que o avanço de 9,63% no período até a primeira medição.

Das oito categorias de despesas que compõem o IPC-S, cinco registraram desaceleração da primeira para a segunda quadrissemana de janeiro. O destaque ficou com o grupo Habitação (0,91% para 0,57%), puxado pelo arrefecimento de tarifa de eletricidade residencial (2,22% para 0,93%).

Saúde e Cuidados Pessoais (0,26% para 0,10%), Transportes (-0,08% para -0,18%), Vestuário (1,36% para 1,24%) e Educação, Leitura e Recreação (0,51% para 0,50%) também apresentaram decréscimo na taxa de variação. Nessas classes de despesa, os principais alívios foram de plano e seguro de saúde (0,15% para -0,18%), gasolina (-1,16% para -1,70%), calçados infantis (0,27% para -1,43%) e passagem aérea (-2,13% para -5,95%), respectivamente.

Por outro lado, Alimentação (1,00% para 1,12%), Despesas Diversas (0,09% para 0,14%) e Comunicação (- 0,08% para 0,09%) avançaram em relação à primeira quadrissemana. As acelerações tiveram forte influência dos itens hortaliças e legumes (-1,73% para 1,58%), cigarros (0,46% para 0,73%) e mensalidade para TV por assinatura (0,00% para 0,34%).

Influências individuais

Gasolina (-1,16% para -1,70%), passagem aérea (-2,13% para -5,95%) e etanol (-3,12% para -3,60%) foram os itens que mais contribuíram para o alívio do IPC-S na segunda quadrissemana de janeiro. Batata-inglesa (-13,42% para -7,58%) e leite tipo longa vida (-1,62% para -1,31%) completam a lista.

Na outra direção, banana-prata (30,57% para 29,49%), curso de ensino superior (1,60% para 3,02%) e curso de ensino fundamental (2,18% para 3,74%) puxaram o indicador para cima, seguidos por tarifa de eletricidade residencial (2,22% para 0,93%) e refeições em bares e restaurantes (1,01% para 1,14%).