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Biden: com inflação, é apropriado que Fed recalibre apoio como for necessário

São Paulo

19/01/2022 19h16

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, reconheceu o desafio da inflação no país como um dos grandes problemas em seu primeiro ano de mandato. Em coletiva de imprensa nesta quarta-feira, o democrata afirmou que, no momento, é necessário recalibrar o apoio do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), como o presidente da autoridade, Jerome Powell, indicou. Segundo Biden "apoio extraordinário na pandemia" foi providenciado pelo Fed, mas com a inflação do país atingindo a máxima desde 1982, mudanças podem ser necessárias.

"Covid-19 causou série de problemas econômicos, incluindo alta de preços no mundo", afirmou o democrata, que disse respeitar a independência do Fed. Biden defendeu seus projetos, e afirmou: "se preocupação é alta dos preços, melhor resposta é Build Back Better". Segundo o presidente, o problema inflacionário é causado em grande parte por questões nas cadeias de fornecimento, e o apoio por meio dos investimentos em infraestrutura é a melhor maneira de solucionar o tema.

Questionado sobre a possibilidade de aprovar parte de seus planos antes do final do ano, quando há a chance de os democratas perdem força legislativa por conta do processo eleitoral, se disse "confiante de que aprovaremos peças antes da eleição de meio de mandato". "Iremos fazer investimentos históricas para termos a melhor infraestrutura do mundo", afirmou.

Além disso, o democrata afirmou que aumentar a produtividade é necessário. Outro ponto destacado por Biden foi a ausência de competitividade, que seria responsável por avanço de preços. Segundo ele, na indústria de carne, "apenas quatro empresas dominam o mercado". "Capitalismo sem competição não é capitalismo, é exploração", afirmou, sugerindo que movimentos no legislativo podem ser aplicados para elevar a competição no país.

Sobre as ações em seu primeiro ano de mandato, afirmou: "criamos 6 milhões de empregos, maior valor em um ano na História, e a taxa de desemprego caiu para 3,9%". Segundo Biden, "pela primeira vez, trabalhadores realmente ganharam um aumento". Para ele, há "muita frustração, e entendemos".

De acordo com o democrata, a variante Ômicron do coronavírus é "razão para preocupação, não para pânico". O presidente disse que o país tem ferramentas para salvar vidas e manter negócios abertos, lembrando que 95% das escolas seguem funcionando, e descartando novos lockdowns. "Vacina, testes, máscaras e pílulas" são parte do combate à pandemia, indicou, anunciando que 1 bilhão de testes para serem entregues em casa estarão disponíveis.