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Lucro do Itaú Unibanco sobe 45% em 2021, para R$ 26,9 bilhões

10/02/2022 20h16

Maior banco privado do País, o Itaú Unibanco teve alta de 45% em seu lucro em 2021, na comparação com o ano anterior, para R$ 26,9 bilhões. No quarto trimestre de 2021 o lucro líquido recorrente gerencial foi de R$ 7,159 bilhões, um salto de 32,9% em relação ao mesmo período de 2020, quando a instituição ainda fora afetada pelos efeitos da pandemia da covid-19 sobre o custo de crédito.

No ano de 2021, o lucro do Itaú subiu 45% em relação a 2020, para R$ 26,879 bilhões. O banco teve um forte impulso de seu produto bancário, que saltou de

R$ 114,785 bilhões no ano anterior para R$ 125,601 bilhões no ano passado. O dado é a soma das margens do banco e das receitas com outros produtos e serviços.

A carteira de crédito do Itaú foi a R$ 1,027 trilhão no final do ano passado, alta de 18,1% em relação ao mesmo período de 2020. Já os ativos totais do banco chegaram a R$ 2,166 trilhões, ficando quase estáveis (+0,2%) no comparativo anual, enquanto o patrimônio líquido foi a R$ 144,554 bilhões, 6% acima do registrado um ano antes.

Com o crescimento das operações de crédito do banco, a margem financeira com clientes também subiu: foi a R$ 19,906 bilhões, alta de 24,3% no espaço de um ano e de 13,2% em relação ao terceiro trimestre do ano passado, enquanto a margem com mercado, que reflete o resultado da tesouraria, caiu 17,1% ano a ano, para R$ 1,299 bilhão.

No total, a margem financeira gerencial do Itaú avançou 20,6% entre o quarto trimestre de 2020 e o mesmo período do ano passado, para R$ 21,205 bilhões.

Por outro lado, o custo do crédito, que indica as despesas do Itaú com provisões contra a inadimplência, entre outros fatores, subiu 2,8% no espaço de um ano, para R$ 6,2 bilhões. As despesas com provisões, sozinhas, somaram R$ 6,827 bilhões, expansão de 21% em um ano e de 23,5% em um trimestre.

A inadimplência acima de 90 dias, por sua vez, caiu 0,1 ponto porcentual entre o terceiro e o quarto trimestre, para 2,5%, mas subiu 0,2 p.p. no espaço de um ano. Considerada apenas a operação brasileira, a inadimplência foi de 2,8%, estável em relação a setembro, e com alta de 0,1 ponto em um ano.

Com os maiores gastos do banco com provisões, o índice de cobertura do Itaú foi a 241%, um aumento de 11 pontos porcentuais em relação ao registrado no terceiro trimestre. Mas foi 79 pontos menor que o de dezembro de 2020, quando o índice de cobertura do banco chegava a 320%.

Em nota distribuída à imprensa, o presidente do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho, disse que a instituição está pronta para seguir crescendo neste ano. "Esperamos expandir nossa carteira de crédito de forma sustentável e retomar os resultados recorrentes em níveis superiores aos de antes da pandemia", disse ele. "Nossa perspectiva para 2022 considera a manutenção da trajetória de recuperação e de bons resultados que obtivemos no ano passado."

Maluhy afirmou ainda que o conglomerado começou o ano com "avanços importantes" em sua transformação cultural e digital, que se refletiram nos resultados do quarto trimestre.

Já o CFO do Itaú, Alexsandro Broedel, destacou que o banco está conseguindo ampliar a satisfação de seus clientes graças ao investimento digital, e que ao mesmo tempo, tem tido bom resultado financeiro. "Saímos desse período fortalecidos e muito bem posicionados para mantermos a rota de crescimento em 2022", apontou.