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Abinee: produção da indústria elétrica e eletrônica cresce 1,3% em março

São Paulo, 03

03/05/2022 18h49

A indústria elétrica e eletrônica produziu em março 1,3% a mais do que em fevereiro, constatou a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) depois de desagregar dos dados de produção industrial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) referentes ao setor. Os números já estão livres das influências sazonais. Março foi o segundo mês consecutivo de alta da produção da indústria elétrica e eletrônica. No entanto, segundo a Abinee, não foi ainda suficiente para recuperar a queda verificada em janeiro.

A elevação observada em março contou com o aumento de 7,9% da área eletrônica, visto que a área elétrica recuou 4,9%. Na comparação com março de 2021, a produção do setor caiu 12,7%. Mas março de 2021, segundo a associação, pode ser considerado uma base forte de comparação, visto que naquele mês a produção de bens do setor havia apontado o melhor resultado do ano de 2021.

"Também vale destacar que a produção apontada no mês de março de 2022 foi superior às registradas em março de 2019 e de 2020", observou o presidente da Abinee, Humberto Barbato.

Segundo, ele, ao analisar a queda na produção em março de 2022, comparada com igual mês do ano passado, destacou-se a retração de 20,8% na área elétrica. Já o recuo na eletrônica foi mais modesto, atingindo 3,7%. Na área elétrica, a produção de quase todos os segmentos apontou retração, com destaque para os eletrodomésticos, de 33,3%, e pilhas e baterias, 24,8%.

Também, segundo a Abinee, foram significativas as quedas na produção de equipamentos para distribuição e controle de energia elétrica, de 19,2%, e lâmpadas e outros equipamentos de iluminação, 17,9%. No caso de geradores, transformadores e motores elétricos, a redução foi mais modesta, de 5%.

Por outro lado, cresceu apenas a produção de outros equipamentos elétricos, em 15,7%. Neste segmento estão classificados os aparelhos elétricos de alarme para proteção contra roubo ou incêndio e eletrodos, escovas e outros artigos de carvão ou grafita para usos elétricos. Na área eletrônica, as principais retrações foram na produção de instrumentos de medida, 25,5%, aparelhos de áudio e vídeo, 16,7%, e equipamentos de comunicação, 7,5%. Destacaram-se também os incrementos na produção de bens de informática e periféricos, em 26,3%, e de componentes eletrônicos, em 15,5%.

No acumulado janeiro a março a produção industrial do setor eletroeletrônico caiu 12,6% em relação ao primeiro trimestre de 2021. Essa queda resultou do recuo de 18,6% da área elétrica e da retração de 5,6% da área eletrônica. É importante destacar que a área elétrica, que apontou queda mais expressiva neste 1º trimestre de 2022, também havia registrado aumento mais significativo neste mesmo período do ano passado.

Vale lembrar que no 1º trimestre de 2021, a produção da área elétrica havia aumentado 13,6%, enquanto que o incremento da área eletrônica foi de 3,0%, sempre comparados aos iguais períodos de 2020.