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Trabalhadores da Caoa de Jacareí aprovam lay-off para evitar demissões

Fábrica Caoa Chery Jacareí - Divulgação
Fábrica Caoa Chery Jacareí Imagem: Divulgação

Cleide Silva

Estadão Conteúdo, São Paulo

06/05/2022 14h32

Trabalhadores da Caoa Chery de Jacareí (SP), aprovaram em assembleia na manhã hoje um programa de lay-off (suspensão temporária de contratos) como alternativa a intenção da empresa de demitir a maior parte dos 623 funcionários da planta, com pagamento de indenização extra.

Na quinta-feira, 5, o grupo anunciou que a fábrica ficará fechada até 2025 para ser preparada para produzir apenas veículos híbridos e elétricos na retomada de suas operações.

O Tiggo 3 Pro, feito na unidade, sairá de linha e o sedã Azzira 6 passará a ser importado da China.

Pela proposta aprovada, os trabalhadores ficarão em lay-off por cinco meses e haverá três meses de estabilidade de emprego após esse período.

No lay-off, normalmente os trabalhadores recebem cerca de 75% do salário, e uma parte é complementada por programa do governo federal.

A medida será discutida com a direção da empresa em reunião agendada para a próxima terça-feira, 10. Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, Weller Gonçalves, na tarde de quinta-feira representantes da Caoa Chery aceitaram a alternativa.

Após a assembleia, os trabalhadores fizeram uma passeata até a sede da Prefeitura, que doou o terreno para a empresa se instalar na cidade, onde inaugurou a fábrica em 2015.

Naquele período, a Chery pertencia integralmente a um grupo chinês, e depois teve metade das ações vendida à empresa brasileira Caoa, que também tem uma fábrica em Anápolis (GO), onde a produção será mantida.

Greve na Renault

Na manhã desta sexta, trabalhadores da Renault em São José dos Pinhais (PR), decidiram entrar em greve por tempo indeterminado pedindo alterações na forma de pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A fábrica emprega cerca de 5 mil trabalhadores, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba.

Segundo a entidade, o valor proposto para a PLR neste ano, de R$ 15,4 mil, "está fora da realidade de negócio da empresa, que aumentou o preço do carro em mais de 30% em dois anos".

A greve, informa a entidade, também é motivada pela redução do quadro de pessoal em 2 mil funcionários a partir de 2020, mesmo que a maioria por Programas de Demissão Voluntária (PDV).

A fabricante afirma que o acordo coletivo de trabalho, aprovado em assembleia promovida pelo Sindicato em 11 de agosto de 2020, tem duração de quatro anos, com vigência até agosto de 2024.

"A Renault tem cumprido com o acordo coletivo, em sua totalidade, e está aberta ao diálogo. No dia 3 de maio a empresa propôs um calendário de reuniões com o Sindicato, com início previsto em 9 de maio", disse a empresa, em nota.

No complexo da Renault são produzidos os modelos Duster, Captur, Kwid, Sandero, Logan, Oroch e Master e motores.