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Em conversa, Scholz e Fernández discutem acordo UE-Mercosul e gás argentino

São Paulo, 11

11/05/2022 16h34

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, se reuniu nesta quarta-feira, 11, com o chanceler federal alemão, Olaf Scholz, ocasião na qual ambos trataram sobre a guerra na Ucrânia, os impactos no mercado de energia, inflação, relações bilaterais e o acordo comercial entre União Europeia e Mercosul.

Sobre as tratativas entre os blocos, o chanceler indicou interesse em seguir com a cooperação e avançar por um acerto. Segundo o alemão, são necessários compromissos vinculantes em termos ambientais e questões florestais existentes para seguir na direção de um acerto.

Fernández afirmou que vê como muito importante avanços no acordo entre Mercosul e UE, e citou a necessidade de cuidar da Amazônia, algo que disse estar de acordo com os europeus. No entanto, o argentino citou certos "setores protecionistas" da economias europeias, e disse que são o que mais dificulta o acordo. Amanhã, Fernández visitará o presidente francês, Emmanuel Macron, e disse que deverá tratar sobre o tema.

Além disso, Scholz afirmou que ambos estiveram de acordo "com o fato de que os países precisam cooperar em matéria energética", e lembrou que a Argentina tem grande potencial em hidrogênio verde. Fernández também apontou para tal fonte, e reforçou o interesse em desenvolver a área. Além disso, o argentino afirmou que seu país é "uma reserva do que o mundo está precisando. Somos uma grande reserva de alimentos e de energia".

"Somos a segunda maior reserva do mundo de gás não convencional", disse o presidente. "Creio que a Alemanha, que tem uma história de investimento na Argentina, pode confiar em nosso país". Ontem, no âmbito de seu viagem à Europa, Fernández também disse que conversou com o presidente de governo espanhol, Pedro Sánchez, sobre a possibilidade de a Argentina fornecer gás ao continente, levando em conta investimentos europeus.

Segundo Scholz, "ambos concordaram em condenar as injustas agressões russas à Ucrânia, e Argentina deverá fazê-lo nos fóruns internacionais". Na visão de Fernández, é "uma guerra imoral, especialmente após um acontecimento como a pandemia".