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FGV: Confiança da Construção avança a 97,5 pontos em junho (96,3 pontos em maio)

São Paulo

27/06/2022 08h24

O Índice de Confiança da Construção (ICST) avançou 1,2 ponto em junho, a 97,5 pontos, após registrar 96,3 pontos em maio, informou nesta segunda-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV). Em médias móveis trimestrais, o índice avançou 1,5 ponto.

"O primeiro semestre de 2022 chegou ao final com o aumento da confiança da construção, corroborando a percepção de que o crescimento do ano passado se estendeu, alavancado pelos investimentos do mercado imobiliário e da infraestrutura", afirma a coordenadora de Projetos da Construção da FGV, Ana Maria Castelo, em nota.

Nas aberturas, o Índice de Situação Atual (ISA-CST) avançou 1,4 ponto, para 93,9 pontos, puxado por alta de 2,1 pontos do componente de situação atual dos negócios, para 91,8 pontos. O indicador de carteira de contratos subiu 0,5 ponto, a 95,9 pontos.

O Índice de Expectativas (IE-CST) subiu 0,9 ponto, a 101,2 pontos, acima do nível neutro de 100 pontos pelo terceiro mês seguido. Entre os componentes do grupo, o índice de demanda prevista nos próximos três meses cresceu 1,0 ponto, para 103,5 pontos, e o indicador de tendência dos negócios nos próximos seis meses avançou 0,8 ponto, para 98,8 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) da construção avançou 1,1 ponto porcentual em junho, para 77,1%. Nas aberturas, o NUCI de Mão de Obra cresceu 0,9 ponto porcentual, para 78,4%, enquanto o NUCI de Máquinas e Equipamentos avançou 0,7 ponto porcentual, para 72,3%.

Custos

A FGV captou, em junho, um aumento da quantidade de empresas que considera os custos um limitador. Considerando mão de obra e matérias-primas, os custos foram citados por 50,2% das empresas consultadas como principal limitação à expansão dos negócios.

"Nos últimos meses, os custos voltaram a acelerar, refletindo os aumentos dos salários e de materiais como aço, cimento e derivados. O resultado é que a indicação de aumento nos preços praticados alcançou recorde da série histórica", pontua Ana Maria Castelo.