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TIM: lucro líquido normalizado vai a R$ 313 mi no 2º trimestre; queda de 54,1%

São Paulo, 1º

01/08/2022 19h50

A TIM fechou o segundo trimestre de 2022 com lucro líquido normalizado de R$ 313 milhões, montante 54,1% menor na comparação com o mesmo período de 2021.

A operadora teve um aumento expressivo no seu faturamento graças à incorporação de clientes da rede móvel da Oi (a empresa foi adquirida e fatiada entre TIM, Vivo e Claro), bem como pelo reajuste dos planos de telefonia e ganho de clientes.

Por outro lado, teve aumento dos custos operacionais, despesas maiores com pagamento de juros e impostos, além de piora na linha que contabiliza a depreciação dos ativos.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) normalizado atingiu R$ 2,486 bilhões, crescimento de 18,3% na mesma base de comparação. A margem recuou 1,3 ponto porcentual, para 46,3%.

A receita líquida totalizou R$ 5,368 bilhões, um aumento de 21,8%. Se fossem desconsiderados os efeitos da aquisição dos ativos móveis da Oi, a receita líquida teria totalizado R$ 4,961 bilhões, o equivalente a uma expansão de 12,6%.

Linhas de receita

A receita de serviços da TIM subiu 21,9%, para R$ 5,202 bilhões, na mesma base de comparação anual. Segundo a TIM, essa expansão foi reflexo de um conjunto de fatores: um deles foi a incorporação de 16 milhões de clientes da Oi Móvel desde 1º de maio. A companhia citou também mudanças na estrutura e nos preços das ofertas; um ambiente competitivo racional; e auxílios e benefícios governamentais que compensam outros elementos negativos do ambiente macroeconômico.

O serviço móvel cresceu 23,0%, para R$ 4,899 bilhões, impulsionada pela performance orgânica e pela incorporação de clientes da Oi Móvel. Sem contar a parte da Oi, a receita de serviços móveis totalizaria R$ 4,492 bilhões, ou um avanço de 12,8%.

A base total de clientes da TIM cresceu 33,8%, para 68,695 milhões. Em pré-pago, a alta foi de 33,3%, para 38,902 milhões (acréscimo de 7 milhões de acessos migrados da Oi Móvel), enquanto no pós-pago houve expansão de 34,5%, para 29,794 milhões (incluindo 5,7 milhões vindos da Oi Móvel).

A receita com clientes pré-pago aumentou 20,6%. Já a receita média por usuário (Arpu, na sigla em inglês) encolheu 0,4%. Já no segmento pós-pago, a receita avançou 22,1%, mas o Arpu teve queda de 2,4%. Segundo a TIM, a baixa no Arpu teve origem nos clientes da Oi Móvel.

Por sua vez, a receita de serviços fixos da TIM aumentou 7,1%, para R$ 303 milhões. O crescimento foi puxado pela banda larga TIM Live. Este serviço apresentou uma base de 699 mil conexões, crescimento de 4,9%.

A receita da companhia com a venda de produtos aumentou 18,3%, chegando a R$ 167 milhões.

Outra linha crescente nos negócios da operadora é a chamada "plataforma de clientes", em que oferece serviços de terceiros para sua base de usuários - como é o caso da parceria com o C6. A receita da plataforma de clientes totalizou R$ 52 milhões, crescimento de 85,1%.