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Tributária está na pauta da Câmara no 1º semestre e aprovação dependerá do plenário, diz Lira

Brasília

24/05/2023 07h30

Após aprovação ampla do novo arcabouço fiscal pelo plenário da Câmara, por 372 a 108 votos, o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), e o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), divergiram sobre o avanço da reforma tributária. Enquanto Lira garantiu a inclusão da pauta já no primeiro semestre, Guimarães admitiu que não tem como aprová-la até julho.

Lira afirmou que a reforma será encaminhada no primeiro semestre, mas não garantiu aprovação. "Reforma tributária está na pauta da Câmara no primeiro semestre. Se vai ter aprovação ou não, vai depender do plenário e condução dos líderes", reconheceu o presidente da Câmara. Ele voltou a dizer que marco fiscal e tributária são agendas de País.

Ao ser questionado se o placar do arcabouço antecipa um eventual êxito na tributária, Lira disse que são temas "correlatos, mas não necessariamente iguais". "Nós temos ainda umas acomodações, como o ministro (da Fazenda, Fernando) Haddad sempre tem falado, com umas anomalias tributárias que precisam ser corrigidas", disse, ao prometer "trabalho duro" na pauta e defender pragmatismo na discussão sobre o tema.

Na contramão, Guimarães admitiu que não tem como votar a reforma tributária no primeiro semestre e ainda reforçou que "já fizemos demais", logo após aprovação do arcabouço em plenário da Câmara.

"Não tem nem como (votar) porque (o relatório) vai ser apresentado em junho. Lá pelo dia 10, 15, depois lá pelo dia 15 de julho entra recesso. Já fizemos demais. Vamos evidentemente, na hora que o governo encaminhar o texto, vamos trabalhar para aprovar o quanto antes", disse Guimarães. "Não vamos votar a reforma tributária em 15 dias. Se der vota mas também não estamos estressados com isso."

Guimarães também contrariou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Na terça-feira, 23, após se reunir com Lira, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e empresários, o dirigente da pasta econômica disse estar convencido de que o tema será votado na Câmara ainda neste semestre, antes do recesso parlamentar.