Revisão para cima na safra ante julho foi puxada pelo milho 2ª safra e soja, diz IBGE

A última revisão na projeção para a safra brasileira de grãos deste ano foi puxada por expectativas maiores para a colheita de milho de segunda safra e de soja, ante o estimado em julho, segundo os dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de agosto, divulgado nesta quarta-feira, 6, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A safra de 2023 deve totalizar 313,3 milhões de toneladas, 19,0% maior que a de 2022, e 1,4% superior ao previsto em julho, 4,4 milhões de toneladas a mais.

Ante o previsto em julho, houve aumentos nas estimativas para a colheita de feijão 3ª safra (alta de 10,7% ou 71.115 toneladas a mais), do trigo (1,1% ou 117.967 toneladas a mais), do sorgo (3,3% ou 124.635 toneladas a mais), do milho 2ª safra (2,5% ou 2,468 milhões de toneladas a mais), da cana-de-açúcar (1,7% ou 11,050 milhões de toneladas a mais), da soja (1,1% ou 1,564 milhão de toneladas a mais) e do milho 1ª safra (0,3% ou 92.849 toneladas a mais).

Na direção oposta, houve declínios nas projeções para feijão 1ª safra (-3,9% ou -41.220 toneladas a menos), do cacau (-2,6% ou -7.487 toneladas a menos) e do feijão 2ª safra (-2,3% ou -28.946 toneladas a menos).