Para IBGE, fim da incorporação do bônus de Itaipu foi o que mais influenciou IPCA de agosto

A alta de 4,59% na energia elétrica foi responsável por aproximadamente 80% da inflação registrada em agosto pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), segundo os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O item contribuiu com 0,18 ponto porcentual para a taxa de 0,23% do IPCA do último mês.

"O que mais influenciou IPCA de agosto foi o fim da incorporação do bônus de Itaipu", afirmou André Almeida, analista do IBGE.

Houve pressão em agosto também dos aumentos na gasolina (contribuição de 0,06 ponto porcentual para o IPCA), automóvel novo (0,05 p.p.), emplacamento e licença (0,04 p.p.) e plano de saúde (0,03 p.p.). A gasolina, assim como o diesel, subiu na esteira dos reajustes da Petrobras nas refinarias, em 16 de agosto.

"No IPCA a gente coleta os preços nos postos dos combustíveis, direto na bomba, mas os reajustes nas refinarias podem acabar influenciando no preço ao consumidor final", lembrou Almeida.

Na direção oposta, houve alívio das passagens aéreas (-0,07 p.p.), etanol (-0,03 p.p.), batata-inglesa (-0,03 p.p.), leite (-0,03 p.p.) e tomate (-0,02 p.p.).

No ano, o IPCA acumula uma alta de 3,23%. A gasolina subiu 13,02% no período e responde por 0,60 ponto porcentual da inflação acumulada em 2023. A energia elétrica aumentou 7,35%, impacto de 0,29 ponto porcentual; emplacamento e licença, alta de 13,64% e impacto de 0,34 ponto porcentual; plano de saúde, alta de 8,24% e contribuição de 0,31 ponto porcentual; e mensalidade de ensino fundamental, alta de 10,63% e impacto de 0,15 ponto porcentual.