Melhora do primário do setor público em agosto se deve a governos regionais, diz BC

O chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, destacou nesta sexta-feira, 29, que a melhora do resultado primário do setor público em agosto, na comparação com o mesmo mês do ano passado, se deve aos governos regionais.

O setor público consolidado (Governo Central, Estados, municípios e estatais, com exceção de Petrobras e Eletrobras) registrou déficit primário de R$ 22,830 bilhões em agosto. No mesmo mês do ano passado, houve déficit primário de R$ 30,279 bilhões.

Rocha explicou que a análise precisa excluir a cessão do Campo de Marte, em São Paulo, à União em agosto de 2022. A operação impactou negativamente em R$ 23,9 bilhões as contas do Governo Central naquele mês, e teve efeito positivo de R$ 23,9 bilhões nas conta dos governos regionais - com resultado neutro para o setor público consolidado.

"Excluindo a operação do Campo de Marte em agosto de 2022, o resultado do governo central ficou praticamente estável, enquanto o resultado dos governos regionais apresentou uma melhora semelhante à observada no resultado total do setor público", explicou Rocha.

No mês passado, o resultado fiscal foi composto por um déficit de R$ 26,182 bilhões do Governo Central (Tesouro Nacional, Banco Central e INSS). Já os governos regionais (Estados e municípios) influenciaram o resultado positivamente com R$ 2,485 bilhões em agosto. Enquanto os Estados registraram um superávit de R$ 1,831 bilhão, os municípios tiveram resultado positivo de R$ 654 milhões. As empresas estatais registraram dado superavitário de R$ 866 milhões.