Bolsas de NY fecham em queda, após CPI e dado de emprego sustentarem Fed mais rígido

As bolsas de Nova York fecharam o pregão desta quinta-feira, 12, em queda, após o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) do país e indicações de força do mercado de trabalho apontarem para a possibilidade de uma última alta nos juros do Federal Reserve (Fed) e sustentarem a proposta de uma taxa alta por mais tempo.

O índice Dow Jones caiu 0,51%, aos 33.631,21 pontos, o S&P 500 cedeu 0,62%, aos 4.349,61 pontos e o Nasdaq fechou em baixa de 0,63%, aos 13.574,22 pontos.

O CPI de setembro dos Estados Unidos avançou 0,4% ante o mês anterior, enquanto a mediana de analistas consultados pelo Projeções Broadcast esperavam alta menor, de 0,3%. A taxa anual também veio além do esperado, com avanço de 3,7%, ante expectativa de 3,6%. Na visão da Oanda, o CPI se juntou à estabilidade dos número de pedidos de auxílio-desemprego, ante projeção de avanço, e ambos "mantiveram o risco de mais aumentos das taxas do Fed sobre a mesa. O mercado de trabalho recusa-se a quebrar e isso continuará a apoiar a posição do Fed de juros 'altos durante mais tempo' em relação às taxas".

O ING também destaca que os últimos números da inflação deixam em aberto a opção de que o Fed anuncie uma última elevação de juros. "Isso foi principalmente por causa de hotéis e seguros de automóveis, que irão diminuir, mas o Fed vai querer ver evidências claras desse abrandamento antes de se sentir confortável de que a política monetária está suficientemente restritiva", diz o ING.

Entre as empresas em destaque, a CMC Markets destaca o banco Goldman Sachs, que caiu 1,01%, após a instituição anunciar que concordou em vender sua problemática unidade GreenSky ao grupo de private equity Sixth Street, o que impactará em 19 centavos por ação os seus lucros. "Esse impacto se soma ao impacto de US$ 504 milhões que o banco obteve nos números do segundo trimestre, com a venda prevista para ser concluída no primeiro trimestre do próximo ano", destaca a análise. Já a Ford caiu 2,04%, após início de uma greve pela United Auto Workers (UAW) em uma fábrica de picape da empresa. Ainda, a Delta Airlines caiu 2,39%, após apresentar balanço trimestral.

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