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O que impulsionou a forte captação dos fundos multimercados?

23/01/2013 16h12

SÃO PAULO – Em um ano de grandes mudanças econômicas, muitos investidores passaram a olhar para aplicações diferenciadas, e até mesmo mais sofisticadas, para conseguirem uma rentabilidade melhor. Um investimento que comprova essa procura são os fundos multimercados, que em 2012 tiveram captação líquida (diferença entre depósitos e saques) de R$ 20,610 bilhões, de acordo com dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).

Algumas razões que explicam essa maior procura são a queda da Selic (taxa básica de juros) e a falta de tempo dos investidores em investir diretamente. “A renda fixa perdeu sua atratividade frente a esse cenário e os investidores não têm tempo de aplicar diretamente na bolsa, por exemplo, então procuram gestores que têm a competência para cuidar de seu dinheiro”, explica o especialista da MoneyFit, Antônio de Julio.

O fato dessa classe de fundos misturar renda fixa com renda variável também é um ponto que atrai investidores que procuram rentabilidade (renda variável) e alguma segurança (renda fixa). “É um meio caminho para quem quer ir pra bolsa e ficar na renda fixa”, aponta de Julio.

Essa maior busca comprova que o investidor entendeu a necessidade de se arriscar mais para conseguir um bom retorno, já que a taxa de juros fez com que a rentabilidade das aplicações de renda fixa diminuísse significativamente. “A curva de juros fechou muito, o que fez com que a procura por produtos diferenciados, como o multimercados, aumentasse”, afirma o CEO da Apex Capital, Fabio Spinola.

Perspectivas
O cenário atual indica que a situação da taxa de juros não deve se alterar, pelo menos neste ano. Sendo assim, investir em renda fixa continuará sendo um desafio para o investidor, que ainda deverá buscas aplicações diferenciadas.

“A procura por fundos multimercados deve continuar em alta, porque com eles você consegue o melhor de dois mundos (renda fixa e variável)”, coloca de Julio. “Mesmo com um retorno menor, não dá para descartar a renda fixa, porque ela ainda é muito boa quando comparada com a de outros países”, continua.

Como o movimento nos juros foi muito grande no Brasil, fica complicado conseguir visualizar o que deve acontecer nos próximos meses, mas Spinola também acredita que a procura pelos fundos deve crescer, só que em um ritmo menor. “Vai ser preciso ter um pouco mais de cuidado agora, principalmente com as alocações em renda variável, porque as empresas estão muito voláteis. O diferencial vai estar na escolha das empresas que vão compor esse fundo”, avalia.

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