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Volta da CPMF pode causar prejuízo de R$ 140 mi para agropecuária em MS

03/03/2016 12h30

SÃO PAULO - Enquanto o governo discute a volta da Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF) no congresso, líderes do agronegócio discutem o impacto da medida para o setor. Informações da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (Fiems) apontam um prejuízo de R$ 140 milhões para a agropecuária no Estado, caso a cobrança seja aprovada.

Ainda segundo a Fiems, um possível retorno da CPMF com alíquota de 0,38% deve impactar o setor produtivo e os trabalhadores formais de Mato Grosso do Sul em R$ 701 milhões por ano. Para o setor produtivo, o novo imposto teria um impacto de R$ 645 milhões. Já sobre os trabalhadores formais, a CPMF arrecadaria por ano R$ 56 milhões. Na agropecuária, o valor mínimo totalizaria R$ 140,2 milhões.

Para Mauricio Saito, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), a volta da CPMF pode trazer uma perda maior para o setor. "Os R$ 700 milhões calculados de impacto da CPMF para o nosso estado devem ser ultrapassados, pois esse é um imposto que vem em cadeia". Ele citou o impacto da cobrança para a soja.

"Se estamos enfrentando dificuldades naturais em colher a soja, por exemplo, devido aos fenômenos climáticos, e para escoar, com a estradas danificadas, imaginem o quanto o retorno da CPMF irá causar mais entraves em nossa economia”, avaliou.

Atualmente, o Mato Grosso do Sul tem o Valor Bruto de Produção (VBP) próximo a R$ 28,4 bilhões. O valor somado ao crédito rural, seja para custeio, investimento, FCO Rural ou para a comercialização, fica em torno de R$ 36,9 bilhões. 

"Esse bom cenário do setor que proporciona um desenvolvimento otimista em diferentes áreas da sociedade de Mato Grosso do Sul está ameaçado pelo retorno da CPMF", disse a Famasul em nota.