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Agronegócio vive o pior momento da crise, diz Abag

07/03/2016 14h30

SÃO PAULO - O agronegócio foi o único setor da economia brasileira a registrar desempenho positivo em 2015. Apesar disso, esse segmento não ficou imune aos efeitos da crise econômica. “Nós sabíamos que uma hora a crise ia chegar no agronegócio. Agora estamos enfrentando o pior momento e os próximos meses serão determinantes para os resultados deste ano”, avalia Luiz Cornacchioni, diretor executivo, da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag).

Para o executivo da entidade, o Plano Safra 2016/17, que deve ser anunciado em junho, será decisivo para os rumos da agricultura nacional. “A definição de crédito do Plano Safra vai dizer se vamos ter aumento de plantio na próxima temporada. Isso porque os produtores que estão trabalhando com margem apertada, vão reduzi-la ainda mais caso não haja recursos disponíveis suficientes”, diz Cornacchioni.

Outro fator que deve impactar de forma negativa nesta safra são os recursos do seguro rural. O montante disponível será de R$ 400 milhões, um corte de 46% no orçamento. “Nós esperávamos uma redução de até 30% nos valores do seguro. Esse valor ofertado fica aquém das necessidades do nosso setor”, pondera o presidente da Abag.

Ele também acredita que a perca do grau de investimento pelas três principais agências do mercado, além de prejudicar a economia, atinge diretamente o agronegócio. “Estamos em um momento em que o Brasil precisa de investimentos, especialmente para o Programa de Logística, e sem a confiança do mercado, dificilmente esses recursos serão direcionados para o Brasil”.

Retração

Com custos de produção elevados, o desempenho da agropecuária nacional neste início de ano também recuou. Segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o Valor Bruto de Produção agropecuária em 2016 é estimado em R$ 501,4 bilhões, queda de 1,2% em relação ao de 2015, quando o faturamento do setor chegou a R$ 507,4 bilhões.