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Código de barras de alimentos trará informações sobre insumos usados na produção

14/03/2016 10h00

SÃO PAULO - Os códigos de barras presentes nos alimentos, sejam eles processados ou “in natura”, poderão trazer em breve informações sobre os insumos agrícolas, tais como fertilizantes, defensivos, sementes, etc., que foram usados na produção.

É o que afirma João Carlos de Oliveira, presidente da Associação Brasileira de Automação (GS1), braço nacional da entidade global, que é responsável pelo padrão mundial de identificação de produtos e serviços por código de barras.

 “A tecnologia do código de barras permite rastrear o produto do campo até o varejo, e o consumidor quer informações cada vez mais aprofundadas sobre segurança alimentar”, afirma o dirigente, que acrescenta: “o segmento do agronegócio como um todo terá que se adaptar a isso”.

De acordo com Oliveira, cada vez mais a rastreabilidade vai avançar em direção ao campo, a fim de caracterizar os produtos de modo qualitativo. E, isso, segundo o dirigente, também será benéfico para as empresas, que poderão trabalhar informações de origem e processo como diferenciais mercadológicos.

Pesquisa

Pesquisa divulgada pela GS1 revela que 80% dos consumidores brasileiros consultam o código de barras para obter informações adicionais sobre o produto.

O levantamento, intitulado “O uso do código de barras no Brasil: consumidores e empresas”, destaca, entre outras informações, que o código de barras assume cada vez mais papel relevante na tomada de decisão do consumidor. “Informações nutricionais, relacionadas à composição, por exemplo, são cada vez mais checadas”, ressalta o presidente da entidade.

No âmbito do comércio exterior, Oliveira acentua, também, que o código de barras, sob o guarda-chuva de um padrão internacional, funciona como uma certificação, que assegura e abre mercados. “Foi o que aconteceu, por exemplo, com o ‘Melão Rei’, da empresa Itaueira.”

Segundo o presidente da GS1, a tecnologia de código de barras poderá também, em breve, armazenar comentários do consumidor em um formato similar ao que acontece nas redes sociais hoje.

De acordo com Oliveira, a identificação por código de barras também vem sendo usada até mesmo para diferenciar commodities. A Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão) usa a tecnologia para informar aos compradores a procedência e a rastreabilidade de fardos da fibra.

(Com Universo Agro)