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Crescendo com a crise, Airbnb investe no Brasil e se prepara para Olimpíadas

23/03/2016 12h47

SÃO PAULO – Olimpíadas 2016: no escritório recém-inaugurado da Airbnb no Brasil, praticamente não fala de outra coisa. Para a empresa, Rio2016 vai ser muito mais importante do que a Copa do Mundo de 2014 no mercado brasileiro.

A companhia que oferece hospedagens em residências particulares já confirmou mais de 30 mil hóspedes acomodados por meio da plataforma, em 10 mil endereços. Dessas reservas, 53% foram feitas por brasileiros – um crescimento impressionante em comparação com a Copa, quando só 6% das hospedagens do Airbnb não eram de estrangeiros no Brasil.

“Como o brasileiro é um povo que deixa tudo para a última hora, esperamos que esse número cresça ainda muito mais”, anima-se Leonardo Tristão, Diretor Geral da companhia, em uma conversa no escritório novo na Vila Madalena. “Acredito que as pessoas estejam falando menos [do evento esportivo] porque é algo que ocorre em uma cidade só, mas no Rio está sendo muito falado sim. Estamos muito contentes com nosso desempenho”, comemora.

Ele conta que já estão cadastradas mais de 70 mil acomodações brasileiras no Airbnb, em todos os estados do país, um crescimento de 67% com relação ao ano passado. Dessas residências, mais de 25 mil estão no Rio de Janeiro. 

Hospedagem alternativa

Não é coincidência o crescimento do serviço de hospedagens alternativas justamente no período de crise econômica. “Temos hospedagens para todos os tipos de bolsos e, ao mesmo tempo, as pessoas perceberam no Airbnb uma forma de conseguir uma renda extra – se não a única renda em um momento de desemprego alto”, explica Leonardo.

A companhia não controla quem está por trás de um anúncio, nem a finalidade dos aluguéis. “Se a pessoa quer alugar uma segunda casa, só um quarto, usar como investimento, é algo que ela vai decidir. Só estamos interessados na experiência do usuário, até mesmo um agente de viagens pode acabar colocando anúncios no Airbnb, desde que a experiência esteja de acordo”, explica Leonardo.

Ao mesmo tempo, a queda do real fez com que mais brasileiros viajassem dentro do Brasil, e estrangeiros aproveitassem a oportunidade para conhecer o país.

Expansão de serviços

Recentemente, o presidente da plataforma Brian Chesky informou à mídia norte-americana que pretende investir em reservas de serviços adicionais de hospedagem – como refeições preparadas por chefs, reservas em restaurantes, passeios, entre outros.

Questionado sobre possíveis parcerias com empresas que trabalham em outros aspectos turísticos, como as próprias passagens aéreas, Leonardo demonstrou que ainda não há um caminho traçado para este lado. “Ainda temos muito espaço para crescer na parte em que trabalhamos, que é a hospedagem em si“, explica ele, que não vê sua empresa como uma ameaça aos serviços de hospedagem tradicionais.

“Nossa proposta é complementar. Hoteis e pousadas têm valores muito bem definidos, nossa visão é a de trazer uma experiência não previsível”, comenta.