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Como e onde investir R$ 900 mil para ter uma vida tranquila?

SÃO PAULO – Um leitor disse que tem 51 anos, está desempregado, e vai receber cerca de R$ 900 mil referente a uma ação trabalhista. Ele quer investir este valor para ter uma aposentadoria tranquila, sem correr muitos riscos.

O assessor de investimentos Daniel Martelozzo Otavani, da Alta Vista Investimentos, lembrou que no momento atual, com o CDI (Certificado de Depósito Interbancário) acima de 14% ao ano, o ideal é investir em títulos de renda fixa de baixo risco. Ele afirma que é preciso procurar títulos que ofereçam um retorno mais elevado, comparando as aplicações de instituições diferentes – neste caso, o melhor é investir por meio de plataformas de corretoras, que distribuem produtos de diversos bancos.

Para se ter ideia, alguns grandes bancos oferecem LCIs atualmente que pagam apenas 70% do CDI. Já os bancos médios remuneram frequentemente os investidores destes títulos com mais de 90% do CDI – para aplicações de prazo mais longo e de aplicação inicial maior é possível encontrar LCIs pagando mais de 95% do CDI.

Neste caso, é importante manter as aplicações da carteira dentro dos limites do FGC (Fundo Garantidor de Créditos). O fundo garante as aplicações de LCI, LCA, CDB e Letras de Câmbio até o limite de R$ 250 mil por instituição e CPF. Portanto, se o banco emissor "quebrar", o investidor tem a garantia de receber até este limite.

Otavani também afirma que com este valor é possível diversificar a carteira com produtos com remuneração diferente, portanto uma parte dos ativos também pode ser atrelado à inflação. No mercado há LCIs, LCAs e até CDBs que pagam rendimento baseado em índices de preços, mas eles não são tão comuns. Outra forma de garantir ganho real é investir nos títulos do Tesouro Direto, chamados Tesouro IPCA+ - há títulos com vencimentos diferentes e alguns pagam juros semestrais, enquanto outros pagam os juros apenas no vencimento, junto com o principal.

O assessor também lembra que para montar uma carteira ideal é preciso ter mais informações sobre as necessidades e sobre o perfil do investidor. "Cada pessoa possui uma necessidade diferente para seus investimentos," ressalta.

O assessor Alexandre Faizibaioff, da Compromisso Investimentos, concorda que em primeiro lugar é preciso ter mais informações sobre o perfil e as necessidades do investidor. "Depois disso é possível entender melhor seus objetivos e montar uma alocação condizente, diversificando suas aplicações", afirma.

Faizibaioff diz que é importante deixar uma parte do dinheiro com liquidez imediata. "Esta parte pode ser usada em uma emergência, para retiradas mensais e para seus gastos corriqueiros", explica.

Outra parte da carteira pode ser aplicada em ativos com liquidez de médio prazo. Este dinheiro é usada para atividades programadas como uma viagem, reforma da casa etc. Por fim, é possível escolher investimentos para longo prazo, que pagam um retorno maior e que só poderão ser resgatados daqui a alguns anos. "Assim você consegue se planejar melhor no curto, médio e longo prazo", aconselha.

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