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Disparidade salarial entre gêneros existe, mas não na Microsoft e no Facebook

SÃO PAULO – Embora ainda haja quem duvide disso, a disparidade salarial é uma realidade ao redor do mundo, e empresas como a Microsoft e o Facebook já estão tentando lutar ativamente contra isso.

Na última segunda-feira, véspera do Dia da Igualdade Salarial nos Estados Unidos, as empresas anunciaram que, depois de medidas para alcançar a equiparação, as mulheres e homens que trabalham nos mesmos cargos recebem os mesmos salários.

No Facebook, a Vice-presidente de Recursos Humanos, Lori Matloff Goler, afirmou que a análise de remuneração anual finalmente revelou a igualdade. A Microsoft, por sua vez, divulgou números: de acordo com um comunicado publicado em seu blog, as mulheres da companhia ganham 99,8 centavos para cada dólar ganho pelos homens.

A primeira a lançar esse tipo de números foi a Intel, em fevereiro, quando disse que atingiu 100% de paridade salarial por gênero nos EUA. Depois disso, veio a Apple, falando em 99,6% na reunião de acionistas e a Amazon que, além da proporção de 99,9% em gênero, afirmou que minorias raciais ganham 0,1% a mais que pessoas brancas. 

Os dados, entretanto, são bastante diferentes da realidade geral do país e do mundo. Recentemente, uma pesquisa da Glassdoor feita nos EUA, Reino Unido, Austrália, Alemanha e França mostrou que, mesmo em países desenvolvidos, a disparidade salarial fica próxima aos 20% "sem ajustes" E de 5% "com ajustes". 

Os "ajustes" neste caso, são a adição de características pessoais (como raça e escolaridade), cargos, empresas, indústria e outros fatores que "pareiam" estes homens e mulheres à análise. Isso significa que, mesmo se considerados os mesmos cargos e posições, ainda há um longo caminho a ser percorrido pela equiparação salarial.

Além disso, a pesquisa descobriu que, mesmo após considerar estes "ajustes", o cargo onde a disparidade é mais alta nos EUA é o de programador, seguido por chef, dentista, executivos "c-suite (CEO, CFO, CTO, CLA, CTO), psicólogos, farmacêuticos e designers CAD. Veja a tabela:

Brasil

Na semana passada, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) mostrou que, no Brasil, as características pessoais também são bastante relevantes – principalmente a cor da pele.

"Em 2014, as mulheres ultrapassaram pela primeira vez o patamar de 70% da renda masculina; dez anos antes esta proporção era de 63%. No entanto, as mulheres negras ainda não alcançaram 40% da renda dos homens brancos", diz um trecho do relatório Mulheres e trabalho: breve análise do período 2004/2014, divulgado no último dia 6.

No geral, as mulheres brasileiras ainda ganham aproximadamente 25% a menos que os homens, segundo estes dados, mas uma pesquisa da OCDE do final de 2015 mostrou que, comparando homens e mulheres com educação superior, essa diferença, ao invés de diminuir, sobe para 38%.

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