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Carne brasileira deixa de acessar mercado de US$ 12 bilhões devido à aftosa

SÃO PAULO - A carne bovina brasileira ainda se encontra alijada de países consumidores que, juntos, representam um mercado de aproximadamente US$ 12 bilhões. A razão, segundo diagnóstico do Conselho Nacional da Pecuária de Corte (CNPC), é a existência da vacinação contra a febre aftosa no País. De acordo com a entidade, a doença continua sendo a principal barreira para o comércio exterior de carne brasileira resfriada e/ou congelada. Devido à aftosa, o produto nacional é impedido de acessar mercados mais sofisticados, como, por exemplo, Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos, Canadá, entre outros, que consomem produtos de maior valor agregado e que consequentemente pagam mais.

Há praticamente uma década o Brasil não registra nenhum novo caso da doença, cenário no qual o CNPC se escora para liderar um esforço que pretende até 2020 dar fim à necessidade de vacinação contra a aftosa no rebanho brasileiro. Até o momento, somente Santa Catarina é o Estado considerado livre da doença sem vacinação, fato que lhe dá diferenciais mercadológicos.

Segundo pesquisa do CNPC, que consultou mais de 20 entidades do segmento agropecuário, entre federações, sindicatos e representantes da indústria, o fim da vacinação é uma iniciativa considerada fundamental para o avanço do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA). De acordo com o levantamento, mais de 90% dos consultados consideram a medida [fim da vacinação] importante para o futuro da pecuária brasileira, o que também beneficiaria suinocultores do Rio Grande do Sul e do Paraná.

O trabalho revela, ainda, que 57% dos entrevistados acreditam que o fim da vacinação deve ocorrer de modo gradativo, por meio dos "Circuitos Pecuários", áreas geográficas reconhecidas pelo Ministério da Agricultura, que reúnem Estados com o mesmo "status" sanitário. Na avaliação do vice–presidente do CNPC, Sebastião Guedes, que também presidente o Grupo Interamericano para Erradicação da Febre Aftosa (GIEFA), é preciso que os setores privado e público planejem e promovam ações de médio prazo, avaliadas anualmente, para que o cronograma de 2020 possa ser cumprido.

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