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Tudo o que você precisa saber sobre o resultado da Petrobras

SÃO PAULO - A Petrobras (PETR3; PETR4) teve prejuízo de R$ 1,25 bilhão no primeiro trimestre de 2016, seu terceiro desempenho trimestral negativo seguido,  e deixa a dúvida: como o mercado vai receber os números? Neste caso específico, de acordo com diversos analistas, o investidor vai perceber como nem todo prejuízo é ruim assim como nem todo lucro é bom. 

Para o BTG Pactual, os números foram melhores do que o esperado. "O Ebitda (Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações, na sigla em inglês) de R$ 21,9 bilhões foi 7,3% mais forte do que a nossa projeção de R$ 20,5 bilhões e o prejuízo de R$ 1,2 bilhão foi mais fraco do que a nossa previsão de R$ 4,2 bilhões", afirmam os analistas Antônio Junqueira, Júlia Ozenda, Gustavo Castro e Andrés Cardona. 

De acordo com a equipe do banco, a alinha de baixo da DRE (Demonstração do Resultado do Exercício), foi afetada por questões que não afetam a projeção de fluxo de caixa para a estatal. Notadamente, os R$ 2,9 bilhões em operações de hedge e os R$ 2,5 bilhões a mais de depreciação no negócio principal da empresa, de exploração e produção por conta da redução nas estimativas de reservas, foram os principais vilões deste resultado.

Visão similar é compartilhada pelos analistas do Santander, que avaliam os resultados operacionais como "marginalmente" acima das expectativas, superando em 4% as estimativas. Em contraste com os números de maior solidez apresentados, o segmento de Exploração e Produção foi fortemente impactado pelos baixos preços do petróleo no mercado internacional, o que prejudicou o desempenho final da estatal entre janeiro e março, apesar dos preços dos combustíveis mais favoráveis no plano doméstico.

"Apesar da queda anual de 8% nas vendas de produtos refinados, o segmento gerou um lucro operacional de R$ 11,5 bilhões, 24% acima na comparação anual. Os principais drivers desses resultados foram: preços mais elevados no plano doméstico em comparação com o internacional, mais especificamente 42% e 63% para a gasolina e o diesel, respectivamente, e uma queda de 17% na importação de produtos refinados", escreveram os analistas Christian Audi e Gustavo Allevato.

A equipe do Santander lembrou ainda de provisões que também trouxeram impactos sobre os resultados operacionais, incluindo R$ 294 milhões em impairments nos campos de Bijupirá e Salema, R$ 297 milhões em procedimentos legais e R$ 51 milhões em anistia a taxas governamentais. Os especialistas e speram reação neutra da ação ao balanço no pregão desta sexta.

Otimismo com alguns elementos do balanço da estatal também foi visto pelos analistas da Haitong. "A Petrobras reportou bons resultados operacionais com despesas menores que o esperado", escreveram em relatório enviado a clientes. No texto, eles deram bastante atenção para a evolução das mais diversas linhas de gastos da companhia. "A linha que nos chamou a atenção foi a despesa financeira líquida de R$ 8,7 bilhões contra os nossos R$ 1,9 bilhão estimados enquanto esperávamos que poderia entrar como receita financeira líquida. A apreciação do real em 8,9% no primeiro trimestre, causando redução na dívida de R$ 365 bilhões no quarto trimestre de 2015 para R$ 325 bilhões nos primeiros três meses deste ano. Nós esperávamos que a maior parte dessa queda de R$ 40 bilhões transitaria para a linha de hedge, mas cerca de R$ 10 bilhões foram contabilizados como receita financeira, conduzindo o resultado financeiro para perto de zero", afirmaram.

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