Por que o estilo de vida da Geração Y prejudica o varejo mundial

SÃO PAULO – A Geração Y já representa o maior grupo de pessoas vivas nos Estados Unidos. No mundo, alcançará a marca de 44% da população economicamente ativa em 2025, segundo previsão da consultoria Booz Allen em 2010. Mesmo assim, nada disso significa que todos os setores econômicos deveriam focar majoritariamente nesse grupo. Para o varejo, aliás, pensar nos "millenials" pode ser um erro, de acordo com o especialista Robin Lewis.

Com experiência de quarenta anos em estratégias de operações e consultoria nas indústrias de varejo e de produtos consumíveis, Lewis explicou que acredita que a geração como um todo é uma "ameaça" ao varejo. A declaração foi feita em seu blog, Robin Report.

"Essa é uma geração maior que os boomers em população, mas suas carteiras são menores, e eles gostam mais de estilo de vida do que de coisas na vida", explicou o consultor que já trabalhou em companhias como DuPont, VF Corporation, Women's Wear Daily (WWD), e Goldman Sachs. "Eles não gostam muito de compras, o que explica porque os shoppings estão sofrendo. Além disso, eles conseguem encontrar tudo o que quiserem em seus celulares".

A preferência por experiência pode ser vista no dia a dia. Como explicou o autor de best seller Jim Cramer, um dos maiores gastos desse grupo de pessoas é a comodidade de se transportar usando o Uber. Em seguida, o próprio celular, que não é um item comprado em quantidade.

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