Mercado otimista? Para Bank of America, Brasil segue entre os "três frágeis"

SÃO PAULO - O Bank of America divulgou nesta terça-feira (12) uma atualização de seu ranking de economias emergentes e algumas surpresas chamaram atenção, como a China perdendo o primeiro lugar para a Coreia do Sul. Enquanto isso, no Brasil, apesar do otimismo crescente com o novo governo e as mudanças na economia, a notícia ruim: o país continua entre os "três frágeis".

O Brasil conseguiu superar a  África do Sul e a Turquia, segundo a equipe do banco, por conta da melhora nas contas e na redução do endividamento no curto prazo. Além disso, o país segue com uma das melhores reservas entre os emergentes. O BofA havia incluído o Brasil na lista no início deste ano, quando montou o relatório de projeções das economias emergentes.

Na ocasião, os estrategistas do banco ressaltaram que o  Brasil estava mal em todos os indicadores no ranking elaborado por eles, com exceção das reservas internacionais. Entre os 56 emergentes acompanhados pela equipe, o Brasil ocupava o último lugar no crescimento do PIB em 2016; na relação dívida/PIB, estava em 46º; na inflação, em 44º, e no déficit nominal/PIB, em 48º.

No relatório divulgado hoje , a África do Sul caiu para a pior posição por causa de sua  estagflação e déficits piores. Já a Turquia continua a ser a segunda mais fraca entre os emergentes devido à alta vulnerabilidade externa, enquanto o crescimento do PIB, o equilíbrio fiscal e a dívida pública estão relativamente favoráveis.

Entre as maiores dificuldades de diversos dos países deste ranking está o choque das commodities. Segundo o BofA,  apenas dois exportadores de commodities permanecem entre os mercados mais resilientes: Rússia e Peru. Em contrapartida, três dos mais vulneráveis ??dos 56 mercados são exportadores: Bahrein, África do Sul e Venezuela.

"A Venezuela se afundou para o último lugar, enquanto Gana e Ucrânia conseguiram sair dos cinco piores. Os dois mais fracos entre os importadores de commodities são a Geórgia e a Tunísia, que têm problemas de contas e alavancagem significativos", explicam os analistas.

Entre os 10 principais mercados emergentes, a China perdeu a primeira posição pela primeira vez desde que o ranking começou a ser feito, em 2009. O país permanece no top 5 na cobertura de crescimento e PIB, mas perdeu terreno em termos de indicadores de dívida. Enquanto isso, a  Coreia subiu para primeiro graças à sua conta corrente forte e posição fiscal. Completando o "top 3" aparece a Rússia, que mesmo pressionada pelo petróleo, tem seus  indicadores fiscais e de alavancagem entre os mais fortes da lista.

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