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Os 3 eventos com potencial para derrubar o dólar nesta quinta-feira

SÃO PAULO - O dólar registrou a segunda sessão de forte volatilidade nesta quarta-feira (20) antes de eventos importantes que podem definir o destino de curto prazo para a moeda. O noticiário agitado envolvendo a situação na Turquia e dados importantes nos Estados Unidos mudando a visão do mercado sobre o futuro dos juros no país ajudam a trazer uma maior indefinição dos investidores sobre os ativos.

O dólar comercial encerrou o pregão de hoje com queda de 0,32%, cotado a R$ 3,2478 na compra e R$ 3,2486 na venda. Porém, estes dias de indefinição podem ter ficado para trás já que entre hoje à noite e amanhã cedo serão apresentados três importantes dados que podem guiar a moeda no próximo pregão.

Segundo o diretor de câmbio da Wagner Investimentos, José Faria Júnior, neste momento o mercado aguarda a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) e os dados do IPCA-15, enquanto o resultado da reunião do Banco Central Europeu também deve ter forte impacto por aqui.

Júnior explica que, no caso do Copom, uma sinalização de que podemos ter um corte de juros a partir de outubro - ou seja, um discurso mais duro -, deve levar o dólar para queda ante o real. Este cenário pode ser potencializado com o resultado da inflação vindo mais baixo que o esperado, o que eleva o juro real no curto prazo.

Por fim, o discurso de Mario Draghi, presidente do BCE, amanhã deve ser mais um fator de atenção para os investidores. Esta será a primeira reunião da autoridade após o Brexit e se ele sinalizar mais medidas de afrouxamento monetário na região, o dólar deve ficar bastante pressionado.

O diretor da Wagner Investimentos lembra ainda que o  Banco Central continua a sua intervenção no câmbio por aqui, mas que a força da autoridade está diminuindo. "O volume de swaps que vencem entre 01 de setembro e 01 de janeiro  caiu para US$ 44 bilhões e o volume total de swaps a vencer é de US$ 56 bilhões. Ou seja, esta rolagem diminui a cada  dia a capacidade do BC reduzir o ritmo de queda do dólar", explica.

Por fim, é importante lembrar que o mercado continua de olho nos EUA e na alta de juros por lá. Dados recentes renovaram a chance do Federal Reserve elevar as taxas ainda este ano e, segundo Júnior, é normal o mercado reprecificar com as novidades. " O  mercado estava extremamente complacente com o Fed. A probabilidade de alta dos  juros nos EUA este ano segue ainda abaixo de 50%, ou seja, é muito provável que nada ocorra em 2016, mas há  boas chances de alta dos juros nos EUA após o inverno", completa Júnior.

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