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Efeito Parente: 4 bancos se empolgam com Petrobras após plano de negócios

SÃO PAULO - O mercado tem muitos dúvidas sobre o Plano de Negócios 2017-2021 da Petrobras (PETR3;PETR4) apresentado na última terça-feira (20), conforme você pode conferir clicando aqui. Mas isso não impede o forte ânimo dos analistas com relação à estatal, em meio à confiança de que a empresa entregará pelo menos boa parte das "promessas" que fez com a apresentação do que espera para os próximos cinco anos.

Com base nisso, a quarta-feira é marcada por diversas revisões de recomendações por casas de análise. A Raymond James elevou a recomendação para a empresa de underperform (desempenho abaixo da média do mercado) para market perform (desempenho em linha com a média do mercado).

Na mesma linha, o BB Investimentos elevou a recomendação para os ativos para outperform, destacando que os números do plano são consistentes, apontando para a queda dos investimentos em 25%, para US$ 74,1 bilhões em cinco anos e o adiamento da meta de produção de 2,77 milhões de barris por dia para 2021.

A expectativa de que a dívida líquida atinja 2,5 vezes o Ebitda (lucro antes juros, impostos, depreciações e amortizações) em 2018 foi o ponto "mais positivo" na visão dos analistas Wesley Bernabé e Viviane Silva. Do lado negativo, eles apontam a falta de maior transparência da estatal sobre a política de preços. O CEO da estatal, Pedro Parente, destacou que a nova política ainda está em estudo e já há informações de que pode haver queda nos combustíveis ainda este ano, em correspondência aos preços internacionais (para mais informações, clique aqui).  

"A companhia tem tirado vantagem de fazer muitos ajustes para limpar o seu balanço e melhor a sua estrutura de custos, o que é bem-vindo pelos investidores. Agora, com o novo Plano de Negócios, a Petrobras começa a pavimentar o caminho para a desalavancagem de forma mais rápida através da combinação de venda de ativos e parcerias, foco nos principais negócios e ganhos de eficiência nos campos do pré-sal se traduzindo em menor capex", aponta o BBInvestimentos, que também elevou o preço-alvo para 2017 para os papéis preferenciais de R$ 13,50 para R$ 18,40. O "case" de investimentos baseia-se fortemente na venda de ativos, mas destaca-se que a relação dívida/líquida sobre o Ebitda deve alcançar 2,5 vezes em 2019 e 2,3 vezes só em 2021. Porém, as margens mais elevadas no curto prazo e o ambiente macroeconômico mais positivo guiam uma perspectiva mais positiva. 

O Santander, que já possuía recomendação de compra para a companhia, elevou o preço-alvo para os ADRs (American Depositary Receipts) da estatal de US$ 10 para US$ 11,10 para 2017, também na esteira no Plano de Negócios. O banco ainda reiterou a Petrobras como top pick no Brasil. 

De acordo com o Santander, o novo plano trouxe diversas notícias positivas, como maior pragmatismo, desalavancagem, corte significativo do capex (despesas de capital), um plano de desinvestimento mais realista, meta de produção mais pragmática no curto prazo e premissas macroeconômicas mais realistas. 

Contudo, os analistas apontam um ambicioso programa de cortes e de metas de produção no longo prazo que deve ser monitorado de perto.

Já o BTG Pactual, em relatório de estratégia para o mês, manteve o Brasil overweight e adicionou a Petrobras em seu portfólio mensal, baseado na expectativa de um melhor ambiente regulatório e confiança na nova gestão da estatal, comandada por Pedro Parente desde junho. 

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